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Saturday, September 11, 2010

OMG It’s alive!

Queridos leitores,

O Relatos e Confidências esteve adormecido… morto, vá, por um ano inteiro e mais uns trocos.
A boa vida acabou, meus caros.
Declaro o Sonhos ressuscitado.
(E sim, o Relatos e o Sonhos são o mesmo blog, mas eu tenho a mania que sou diferente.)
Faço, muito em breve, um quarto de século (ou 5 meias décadas como alguém já salientou) e quero dar vida a este blog enquanto ainda tenho 24 anos.
Só porque posso.

Para inaugurar o renascimento deste estaminé vou citar Pablo Neruda com um sensato e inspirador texto que já foi publicado aqui e aqui.


Morre Lentamente

“Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.”

Tuesday, October 07, 2008

Altamente...


Recomendável.

*Patrícia Fernandes

Cake Designer

Depois do "não vai nada nada nada"

Já chega! Estou fartinha de gente que não sabe juntar letras.
Acalmem-se os que acham que vou já desatar numa catrafiada de insultos a disléxicos.
Nada disso.

Estou a falar daquelas pessoas que, apesar de já terem sobrevivido à sua cota de encontros de tunas, aniversários e eventos aparentados, continuam sem perceber que F+R+A não dá A.
Pois não. Juro-vos que não dá.
Dizem-me as professoras primárias que se lê FRÁ.
Desculpem se agora fiz os vossos mundos dar uma volta de 180 graus e deitei por terra mitos antigos mas vocês enervam-me.
F+R+E dá FRÉ, não dá É.
F+R+I dá FRI... e por aí fora.

Portanto, da próxima vez que alguém disser: "E pró coisinho não vai nada nada nada?", já sabem que sai um f r a, ou seja FRA!, não sai nenhum A, amigos.

Decorem isso, sim? Vá lá... não custa nada.

Friday, October 12, 2007

Rui Veloso - Um Ganda Maluko no Coliseu

Acho que a partir de agora vou todas as semanas ao Coliseu do Porto.
Essa sala de espetáculos tem-me oferecido grandes noites.
E quando digo oferecido é mesmo oferecido que quero dizer.

Ontem fui comemorar o centésimo sexagésimo sétimo aniversário do Montepio Geral.
(Escrevi 167º por extenso só porque é giro.)
Fui naquela ideia de apoiar o meu banco, as finanças e a economia portuguesa... ouvir um discurso do administrador e...
Claro que não.
Mandei a notícia que tinha para escrever às urtigas e fui ver o Rui Veloso.
Também ele quis apoiar essa grande instituição que mudou de cara e agora é cor-de-laranja.
Ainda não sei muito bem como isso me faz sentir.
Essa mudança radical para atrair o público jovem, esse esforço que transmite um MG a mudar, como só o cor-de-laranja e um novo logotipo conseguem.
(Ouvi dizer que o verde alface também funciona.)
Mas isso quer dizer que agora os relógios, as canecas, os pólos e as T-shirts do MG vão ser em laranja e não em azul?
Estou preocupada...

Voltando ao Rui Veloso...
Entrou com todo o tempo do mundo e falou-nos de uma camponesa.
Depois passou-se na guitarra eléctrica (e que bem que ele se passou) enquanto oferecia gargantilhas roubadas.
Nas músicas que se seguiram fez-se acompanhar da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Com a ajuda de uns arranjos de Bernardo Sassetti encantaram-nos com Veia do Poeta e Não Queiras Saber de Mim.

Mas foi com Porto Sentido que o Coliseu revelou que até estava bem compostinho.
Da forma como povo cantou parecia que não havia uma única cadeira vazia.

Juras de amor e promessas devidas antecederam um Chico Fininho, versão acústica, da mais deliciosa loucura.
Viajou-se de Nova Iorque até Porto Côvo até se fazer uma noite pouco iluminada.
E com ela chega o meu momento favorito.
Não Há Estrelas no Céu será sempre uma das minhas canções favoritas e devia ser trabalhada nas escolas ao lado d’Os Maias e de Fernado Pessoa.

O Concerto termina, mais uma vez com o Coliseu ao rubro, a querer ir ao rivoli com aquela miúda do anel de rubi.

Mas a Paixão não finalizou a noite e Veloso voltou ao palco com um Lado Lunar e um Porto muito, muito Sentido.