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Friday, July 29, 2011

Where?


 - I would've loved you forever. Now, please go.
 - Don't do this, Alice. Talk to me.
 - I am talking. Fuck off.
 - I am sorry. You misunderstand. I didin't mean to...
 - Yes, you did.
 - I love you.
 - Where?
 - What?
 - Show me, where is this love? I can't see it. I can't touch it. I can't feel it. I can hear it. I can hear some words, but I can't do anything with your easy words. Whatever you say, it's too late.
 - Please, don't do this.
 - It's done. Now, please go, or I'll call security.

Monday, April 04, 2011

Dois meses numa livraria

Há gente a mais no mundo. Principalmente ao fim-de-semana.
Tenho para mim que antes de ser político, e enquanto tentava singrar como artista, Hitler trabalhou numa livraria e foi aí que o cérebro dele começou a avariar.
Tenho ondas esporádicas de instintos verdadeiramente homicidas quando estou a trabalhar, principalmente ao sábado. A sorte dos clientes é que eu peso menos de 50kg e meço pouco mais de metro e meio e, claro, há que ter noção das nossas limitações.

A propósito do Hitler, hoje um cliente queria trocar uma edição do Mein Kampf por outra específica, a que vamos chamar “Y”. Fui ao sistema e não tínhamos. Só por encomenda.

Cliente: E a edição do “X” (não me lembro agora que autor ele referiu)?
Eu: Pois esse autor não me aparece aqui.
Cliente: Posso ver?
(entra pelo balcão adentro e aponta para um dos resultados que me apareceu)
É provavelmente este. Tem?
Eu: Tenho de confirmar. Dê-me só um minuto.
Vou à estante, tiro livro, ponho livro, procuro… procuro…
***
E lá encontro. Volto ao balcão.
Eu: Está aqui. (enquanto lhe mostro o exemplar)
Cliente: Pois, exactamente. É essa!
Aguardo que ele pegue no livro. Ele continua a olhar para mim.
Cliente: Pois, mas eu não quero essa. Quero a outra, a do “Y”.
Eu: A que eu não tenho?
Cliente: Sim.
Eu: Então quer fazer a encomenda?
Cliente: Sim.
Eu: E não quer ver esta?
Cliente: Não. Essa já conheço.

Como eu disse, instintos homicidas.

Tuesday, March 15, 2011

Um mês e uns trocos noutra livraria...

Primeira constatação:
As pessoas não sabem o quer dizer a palavra apelido.

Segunda constatação:
As pessoas não sabem o que significa o verbo soletrar.

O que devia estar escrito no balcão em letras garrafais:
"Lamentamos, mas o que os funcionários têm à frente são computadores, não são bolas de cristal."

Tenho muitas mais pérolas para partilhar convosco mas agora vou dormir que este horário não me permite ter vida social, como já repararam. Foi só mesmo para dizer olá.

Olá!

Wednesday, January 05, 2011

ET Go Home!

Juro que fico com pele de galinha quando ando por esses sites fora à procura de emprego.
Não é a depressão do não ter emprego e do antever um futuro mais negro que a peste.
A desmoralização não ajuda, só atrapalha e já me deixei disso (até ver, pelo menos).

É o facto de sites como o Carga de Trabalhos deixarem alienígenas publicar anúncios nas páginas deles.
É que algumas ofertas de emprego são escritas por pessoas que não são de cá, meus amigos. Garanto-vos!
E eu sou toda a favor da igualdade de direitos mas traço a linha imaginária do meu limite a extra-terrestres.
Peço desculpa mas vocês voltem lá para o vosso planeta que aqui já há gente suficiente.

Mas eles continuam a redigir propostas de emprego e propostas de estágio e ninguém diz nada.
Está tudo bem.
Deixam o ET telefonar para casa, pagam a conta à PT e ainda agradecem porque ele é fofinho.

Estou fartinha de empresas que têm uma vaga mas na realidade precisam do trabalho de uma equipa.
Então pedem uma pessoa que domine todos os softwares inventados pelo homem (e alguns até devem ter sido inventados para lá do Cinturão de Orion porque eu nunca sequer ouvi falar neles.)

Para além disso, esse domínio dos softwares (que não pode passar apenas por um conhecimento básico) tem de ser comprovado por anos de experiência.

Estou pelos cabelos de empresas que pedem pessoas com experiência só porque sim.
O trabalho pode perfeitamente ser feito por um recém-licenciado, mas eles querem experiência.
Expliquem-me como é que os recém-licenciados vão ganhar experiência se as ofertas exigem, no mínimo, 3 anos de experiência.
Ai já sei. Metam-se em estágios curriculares.
Que desses há muitos e gente a trabalhar de graça é o que se quer.
É bom para o CV e dá-vos estaleca!
Mas sabem o que não dá? Dinheiro.
Pois é, e nos dias que correm ganhar uns trocos dava um jeitaço do caraças.
Porque trabalhar de graça começa a mexer com os nossos nervos.

Mas o que me tira do sério é estes alienígenas acharem que uma oferta de emprego deve estar carregadinha de originalidade e humor.
Agora encontrei este:

“Muita criatividade, espírito de equipa, que saiba pensar e faça os outros pensar e que tenha um despertador que toque a horas.
Alguém com bons conhecimentos de Inglês falado e escrito, boa relação com a língua materna (nada de traições), bons conhecimentos de informática, espírito de iniciativa e capacidade de aprendizagem, e ainda, uma licenciatura na área porque ninguém nasce ensinado.
Funções:
-Escrita criativa e editorial;
-Apoio ao desenvolvimento de conceitos e estratégias de comunicação;
-Revisão de conteúdos.
Junta o teu portfolio e os teus dados pessoais e envia para o email indicado.
Tipo: full-time / estágio 3 meses / subsídio de alimentação e transporte.”

Sim, é um estágio curricular para alguém que já se licenciou (ou seja, que já fez um estágio curricular e agora precisa é de ganhar dinheiro).
E não precisa ser pontual, tem é de ter um despertador que toque a horas.
Amigos! Uma proposta de emprego tem de conter toda a informação necessária de forma simples, directa e clara.

Se um tipo anda à procura de emprego, o mais provável é não estar com grande paciência para piadas parvas e chavões, sim?
Agradeço o esforço e as boas intenções mas… não façam mais, está bem?

E pelo amor da santa, tentem contratar uma pessoa para um cargo só e não para fazer o trabalho de 5, ok?
Os designers não são programadores, os engenheiros não são designers, os assessores não levam os diversos veículos da empresa ao mecânico, os médicos não são jornalistas e as pessoas não vivem de ar e vento.

Amanhã, se quiserem, ensino-vos mais diferenças entre profissões, que tal? Parece-vos bem?

Saturday, December 18, 2010

Embrulhos e embrulhadas

Reforço de Natal numa livraria. Dia 1

Lá estava eu a fazer embrulhos como se não houvesse amanhã, quando senti o olhar atento de um rapazinho, filho de uma cliente.

- Não sei fazer embrulhos - confessa-me ele curioso.
- É fácil! Não tem nada que saber - assegurei-lhe enquanto lhe piscava o olho e me debatia com o papel dos bonecos de neve.
- Quando chegar à universidade vão ensinar-me a fazer embrulhos? - perguntou-me esperançado.
Não consegui conter uma expressão divertida enquanto lhe garantia que quando chegasse à universidade já saberia fazer embrulhos melhor que eu - É só observares os teus pais e as pessoas nas lojas a fazer. Logo, logo, apanhas-lhe o jeito.

Ele pensou um bocadinho e respondeu muito decido:
- Quando for grande não quero ter este emprego.

Eu abri um enorme sorriso e desejei-lhe, mentalmente, com toda a sinceridade, um mundo melhor que o meu. Pedi ao Pai Natal que quando aquele rapazinho, que ainda não sabe o que quer mas já sabe o que não quer (o que é mais que muito adulto por aí fora), "acabasse a universidade" pudesse mesmo ter o emprego que quisesse.

Pois pensei cá para mim:
Se fosse hoje, tiravas um curso superior e depois ias fazer embrulhos de Natal.
E sabes que mais? Saberias que estavas cheio de sorte!

Monday, April 20, 2009

Hoje

Às vezes a vida é incontornável.
Não podemos fazer um coffee break da vida?
Às vezes ela anda com uma velocidade estúpida e acabamos por nos estampar contra muros.
E o que mais há praí são muros, muros, muros, muros atrás de muros.
Às vezes até sabemos o que nos espera e tentamos travar.
Juro que tentamos.
Mas não conseguimos, nem sempre os travões nos pertencem.
Hoje estampei-me contra um muro.
E o filho da mãe era de betão, ou de aço, ou de diamante, ou da porra do material mais duro que existir.
Já me estampei contra tantos muros... mas nenhum era assim.
Não é mais grave, não é mais sério que os outros, é apenas diferente e difícil porque nunca o havia encontrado antes.
E agora dói-me o corpo todo, todo, todo, todo, todo....
Não sei muito bem quando vai parar de doer.
Hoje tenho a sensação de que nunca vai parar.
Não duvido.
Não me apetece caminhar mais e não sei quando vou estar inteira para poder continuar...
Já não sou inteira.
Sou pedacinhos que espalhei pelo caminho sem sair do sítio...
Hoje dói e juro que nunca mais vai parar.

Friday, January 09, 2009

Patrick Wilson e o Anúncio da GAP

É, de facto, triste que depois de qualquer coisa como dois meses sem publicar praticamente nada, o meu primeiro post do novo ano seja no, já avançado, dia 9 de Janeiro.
Então e "Tatiana, não tiveste nada para contar ao povo?"
Oh pá tive, mas coisa e tal, cenas e num-sei-quê, não tive tempo ou não tive pachorra para vos contar fosse o que fosse.
"Mas e agora este estaminé vai finalmente ficar actualizado?"
Oh pá, não, mas temos de começar por algum lado.

E é pegando nesta frase - a última do filme Little Children - que vos venho falar de um senhor que me tem surpreendido.
Chama-se Patrick Wilson e canta, dança, representa e deve, com certeza, fazer mais algumas coisas interessantes das quais não tenho conhecimento.
Vi-o pela primeira vez n’O Fantasma da Ópera e quando o revi no Little Children não o reconheci.
Só em Angels in America o associei a todas as obras.
Este Natal vi o Evening e lembrei-me que esta personagem existia e merecia alguma investigação.
Para além do pequeno e grande ecrãs, Wilson trabalha na Broadway e é conhecido, entre outras coisas, por Oklahoma e Full Monty.
Ora, ele é muito bom actor mas é aquela voz que me faz cair po lado. Estas pessoas com um jeitaço para 500 coisas fascinam-me.

Só para este post não ser completamente coerente, que coerente é coisa que eu nunca fui, deixo-vos com um anúncio da GAP em que Patrick Wilson não canta.
Dança, mas não canta.
Não sei porque é que não canta, já que a Claire Danes também sabe cantar (sabiam que a Claire Danes canta bem? Pois é... )

Bem... espero que vos ponha um sorriso na fronha.

Wednesday, October 15, 2008

Quanto vale em euros...

... a tua tristeza?

Tuesday, October 07, 2008

Depois do "não vai nada nada nada"

Já chega! Estou fartinha de gente que não sabe juntar letras.
Acalmem-se os que acham que vou já desatar numa catrafiada de insultos a disléxicos.
Nada disso.

Estou a falar daquelas pessoas que, apesar de já terem sobrevivido à sua cota de encontros de tunas, aniversários e eventos aparentados, continuam sem perceber que F+R+A não dá A.
Pois não. Juro-vos que não dá.
Dizem-me as professoras primárias que se lê FRÁ.
Desculpem se agora fiz os vossos mundos dar uma volta de 180 graus e deitei por terra mitos antigos mas vocês enervam-me.
F+R+E dá FRÉ, não dá É.
F+R+I dá FRI... e por aí fora.

Portanto, da próxima vez que alguém disser: "E pró coisinho não vai nada nada nada?", já sabem que sai um f r a, ou seja FRA!, não sai nenhum A, amigos.

Decorem isso, sim? Vá lá... não custa nada.

Friday, December 21, 2007

Ele Realmente Há Gente Estranha


Os alunos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto exigem a construção de um pavilhão desportivo nas instalações do curso.
Pelos vistos, esta grave lacuna está há sete anos para ser colmatada.

A notícia foi publicada dia 17 na JPR. Podem ouvi-la aqui, com as declarações do presidente da Associação de Estudantes da FEUP e a resposta da Reitoria.

O abaixo-assinado lá corre entre os estudantes dirigido a quem decide estas coisas.
O presidente da AEFEUP diz que o documento serve para “alertar a Reitoria para a solução deste problema aqui na FEUP”.

Acho que me perdi aqui pelo meio da notícia...
Qual problema, amigo?

Na FEUP estuda-se Engenharia, não é?
Os alunos da FEUP vão ser... como é que se diz... engenheiros, não é?

Continuo perdida...
A construção de um pavilhão não é, assim, coisa para custar uma pipa de massa?
Estudei nesse pólo alguns anos e, se bem me lembro, a FADEUP fica mesmo em frente...


Um tal de Hugo Almeida comentou, orgulhosamente, o seguinte na página da notícia na JPR:

“Inacreditável!
É o país em que vivemos.
Não existirem condições para a prática desportiva num dos maiores polo universitários de Portugal é vergonhoso e coloca a universidade mal vista perante as restantes universidades europeias e mundiais.
E o senhor reitor para o desporto na FEUP ainda tem a lata e o descaramento de dizer que não é prioritária a construção de um pavilhão.
A minha questão é:
O que é que esse senhor ainda está aí a fazer?
Novo pavilhão já!”


Eu queria só dizer duas coisinhas aos Hugos Almeidas que andam por aí:

Primeiro, Manuel Janeira não é o reitor para o desporto na FEUP. É Pró-Reitor da Universidade do Porto.
A FEUP não é o centro do mundo e arredores. É apenas uma das Faculdades que compõem a UP. Por sinal, uma das que tem melhores instalações.

Segundo, já alguma vez visitaram as instalações da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto? De Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria e Multimédia?

Então dêem lá um saltinho só para deliciar a vista. Aproveitem e perguntem pelo material. Aquele que é mesmo imprescindível para completar o curso que está a frequentar.

E se depois continuarem a achar que um pavilhão desportivo é imprescindível para engenheiros, o problema se calhar já é meu.

Monday, October 22, 2007

Os Incorrigíveis

O Sapo e as Produções Fictícias juntaram-se para um projecto que une todas as semanas cinco humoristas do nosso Portugal.

Ricardo Araújo Pereira - segundas-feiras
Bruno Nogueira - terças-feiras
Zé Diogo Quintela – quartas-feiras
Herman José – quintas-feiras
Convidado – sextas-feiras

Os Incorrigíveis têm um vídeo (cada um) todas as semanas.

Deixo-vos este... que para além do grande Bruno Nogueira tem a ainda maior Maria Rueff.

Dumbledore no Telejornal

Da Ficção para a Realidade


Sou fã dos livros do Harry Potter.
Ouço o PotterCast todas as semanas.
Visito o Leaky assiduamente.
Ouço wizard rock com uma frequencia muito pouco saudável.

Mesmo assim...
Alguém é capaz de me explicar porque é que o facto de JKR ter inventado agora (peço desculpa, revelado agora) que Dumbledore é gay é notícia do telejornal?

Se calhar tem a ver com os 25 dias que faltam para o lançamento da versão portuguesa dos Deathly Hallows – Harry Potter e os Talismãs da Morte.

Hummm
Olha, olha...
Se calhar é!

Estratégia de Marketing??
Naaaaa....

NOTA:
Hallows são relíquias, mas deixem lá. O Principe Misterioso foi uma tradução bem pior.

P.S. – Ainda se o Dumbledore tivesse encontrado o hipopótamo da Maddy...
Agora assim...

Friday, October 12, 2007

Rui Veloso - Um Ganda Maluko no Coliseu

Acho que a partir de agora vou todas as semanas ao Coliseu do Porto.
Essa sala de espetáculos tem-me oferecido grandes noites.
E quando digo oferecido é mesmo oferecido que quero dizer.

Ontem fui comemorar o centésimo sexagésimo sétimo aniversário do Montepio Geral.
(Escrevi 167º por extenso só porque é giro.)
Fui naquela ideia de apoiar o meu banco, as finanças e a economia portuguesa... ouvir um discurso do administrador e...
Claro que não.
Mandei a notícia que tinha para escrever às urtigas e fui ver o Rui Veloso.
Também ele quis apoiar essa grande instituição que mudou de cara e agora é cor-de-laranja.
Ainda não sei muito bem como isso me faz sentir.
Essa mudança radical para atrair o público jovem, esse esforço que transmite um MG a mudar, como só o cor-de-laranja e um novo logotipo conseguem.
(Ouvi dizer que o verde alface também funciona.)
Mas isso quer dizer que agora os relógios, as canecas, os pólos e as T-shirts do MG vão ser em laranja e não em azul?
Estou preocupada...

Voltando ao Rui Veloso...
Entrou com todo o tempo do mundo e falou-nos de uma camponesa.
Depois passou-se na guitarra eléctrica (e que bem que ele se passou) enquanto oferecia gargantilhas roubadas.
Nas músicas que se seguiram fez-se acompanhar da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Com a ajuda de uns arranjos de Bernardo Sassetti encantaram-nos com Veia do Poeta e Não Queiras Saber de Mim.

Mas foi com Porto Sentido que o Coliseu revelou que até estava bem compostinho.
Da forma como povo cantou parecia que não havia uma única cadeira vazia.

Juras de amor e promessas devidas antecederam um Chico Fininho, versão acústica, da mais deliciosa loucura.
Viajou-se de Nova Iorque até Porto Côvo até se fazer uma noite pouco iluminada.
E com ela chega o meu momento favorito.
Não Há Estrelas no Céu será sempre uma das minhas canções favoritas e devia ser trabalhada nas escolas ao lado d’Os Maias e de Fernado Pessoa.

O Concerto termina, mais uma vez com o Coliseu ao rubro, a querer ir ao rivoli com aquela miúda do anel de rubi.

Mas a Paixão não finalizou a noite e Veloso voltou ao palco com um Lado Lunar e um Porto muito, muito Sentido.

Monday, October 01, 2007

Lado a Lado no Coliseu do Porto

Começo por agradecer uma prenda de aniversário que foi mais uma noite para partilhar.
Que venham muitas mais como esta.
Obrigado pelo meu bilhete mágico e pela vossa companhia.

A noite de 29 de Setembro chegou.
Um deslize em curva, três voltas à Baixa e várias rampas depois estavamos sentadas na Tribuna do Coliseu do Porto.
Pouco passava das 22 horas quando ela entrou em palco.
A Mafaldinha, ao vivo e a cores.
E desta vez consegui vê-la mesmo, assim com olhos de gente.
Como quem olha para uma voz que nos acompanha há tantos anos.
Como quem sente as letras que foram descrevendo as fases da nossa vida.
Simplesmente Mafalda Veiga.


Na cadeira ao lado, protegido pela sua guitarra, sentou-se um humilde João Pedro Pais que manteve a consciência de que se sentava ao lado de um grande talento.
Mas para grande surpresa minha, e provavelmente dele também, a grande maioria do Coliseu - que estava à pinha - foi lá por ele e não por ela.
E o “Zé Pedro” esteve muito bem.
É verdade que já pensava nas frases completas antes de as dizer aos solavancos mas há que dar um deconto ao menino que cantava para “o seu Porto”.
No entanto, o momento mais alto da noite foi dela.
Com a música que ela mais gosta de nos ouvir cantar.
Dedicou-nos Cada Lugar Teu porque como ela confessou:
Esta será para sempre a vossa música.”
E foi a vez do Coliseu cantar para eles num momento que emocionou muita gente.

A noite contou também com a presença de Fausto em duas canções e com um tema ainda por gravar de Mafalda Veiga – Balançar.

Um grande concerto que abriu com O Dia Mais Longo e acabou por passar num instante.
E eu ainda não acredito que voltaram ao palco pela terceira vez para cantar a música que eu pedi.
Um Muito Obrigado.



Vou agora ouvi-la mais uma uma vez, aqui em baixo, para relembrar cada segundo desta noite que acendeu os lumes das nossas vidas.



Thursday, August 23, 2007

Mesa para Três

Quase duas semanas passaram e tu já fazes falta.
Esse sotaque delicioso que o teu pai não aprova mas que eu aprecio imenso.
Essa cabecinha que trabalha duas vezes mais rápido que os cérebros normais e essa poço de conhecimentos, anfitrião de tantos momentos de cultura.
É com tristeza que confirmo que nestas duas últimas semanas nada começava por A ou fazia xixi.
Também não vi chapéus...
Não me lembro de ter entoado “Transformers more than meets the eye” na passada quinzena.
Uma musiquinha tão bonita e cheia de ritmo...
Mas a perna partida da Sra Figg será para sempre o momento alto da história do Harry Potter.
E o Roberto, a Catarina e a Rute lá estão.
Ignorando completamente os seus verdadeiros nomes.
Agora que já sabemos como agir no caso de um insecto nos entrar no ouvido parece que qualquer outro tipo de conhecimento é completamente inútil.
Obrigado pelos três (muito ansiados) dias na tua companhia.
Volta sempre que o Quarto da Jo está sempre à tua disposição.

A frô @--;- e aquele abraço

P.S. – Mas, claro está, que por não teres ficado mais tempo continuas a ser um contentor cheio de cocó até lá acima.




nhanhanhanhanhanhanhanhanha
you come and go
you come and go

Texto escrito a 16 de Agosto de 2007

Friday, July 27, 2007

Voz, Mímica e Originalidade

O senhor chama-se Pablo Francisco e este é, sem dúvida, o melhor trailer de sempre.
O que uma pessoa só consegue fazer, apenas com um microfone e a voz que o Senhor lhe deu.






Se não temos esta voz podemos sempre mimar.
Até a música.
O que é preciso é originalidade.
Nos mímimos detalhes!




Se quiserem a versão completa é aqui e a versão com a Natalie Imbruglia é aqui

Monday, July 16, 2007

Dave Chappelle

Estou, sem exagero, há mais de uma hora a rir-me com este senhor.
Dave Chappelle é simplesmente do melhor.
Quis, portanto, fazer uma pausa na risota para partilhar convosco o génio deste comediante.
A esta altura já vi tanto vídeo que nem soube muito bem qual havia de escolher.

Deixo-vos com Def Poetry Jam.
Ladies and Gentlemen... Dave Chappelle.

Friday, July 13, 2007

Só para terem uma ideia...

Ilustração:
Estão a ver uma maça podre?
Pronto, ela é assim por dentro.
Ruim até ao osso.
Até explicava melhor, com cores, desenhos e tal...
Mas ela está em todo lado.

É por esta e por outras que eu bem digo...
Ela, meus amigos, não é de cá!