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Sunday, March 01, 2009

Academy Awards 2009

Bem sei que os Óscares já tiveram uma semana para arrefecer mas alguns de nós passaram a semana a rachar o cérebro com programação AS3 e não sendo nós engenheiros, dentro do nosso crânio pouco mais que uma papa chega ao final do dia, por isso, só hoje consegui falar dos homens dourados e carecas.

Foi a melhor cerimónia dos Academy Awards que vi até hoje. Sei que não vi muitas, mas mesmo assim. Grande, grande Hugh Jackman. Já disse e repito que gosto muito de pessoas que sabem fazer mil coisas e bem, Jackman é um exemplo desses. Aquilo sim é entretenimento bem ao estilo Broadway.



Mas Hugh Jackman não foi a única inovação brilhante da cerimónia. A entrega das estatuetas aos actores foi uma solução muito iluminada da Academia, assim como a mudança do cenário na distribuição das categorias técnicas. Já para não falar das várias duplas e das montagens que fizeram rir o povo na noite de domingo.



E, embora ainda me falte ver alguns dos nomeados, parece-me que as estatuetas foram entregues em boas mãos.
E pela última vez, o Óscar póstumo foi mais que merecido e acredito piamente que se Ledger não tivesse morrido teria sido nomeado na mesma e levado o prémio para casa. Embora The Dark Night seja um filme de acção, os quais normalmente não vão para além das nomeações nas categorias técnicas, o Joker de Legder foi uma reinvenção do personagem e do actor.
É verdade que Jack Nicholson com menos recursos teve uma excelente performance mas isso não me impede de achar que Health Ledger superou essa interpretação deixando um marco na história do cinema.

Estava a torcer por Slumdog Millionaire (cuja adaptação do título para português é ridícula) porque acredito em histórias bonitas, que nos envolvem, nos transportam para locais remotos e nos deixam uma sensação de felicidade no fim.
E em filmes que são realizados com paixão, dedicação e qualidade

Kate Winslet e Sean Penn são actores que nunca, mas nunca desiludem.

Wednesday, May 28, 2008

Hoje foi um bom dia!

«Equipa do "Pé Ante Pé" Faz Furor


"Quase perfeito! Grande trabalho de equipa!". Foi assim que o Professor Francisco Vidinha descreveu o desempenho da turma 2, do 2º ano, do curso de Ciências da Comunicação. Foi com uma destreza, companheirismo e boa disposição notáveis que a equipa "Pé Ante Pé" emitiu o seu programa televisivo.»


O brilhante, verdadeiro, embora nada isento, lead foi escrito pela nossa Produtora e refere-se a mais um dos projectos insanos que temos de levar a cabo neste belo curso que eu frequento.

Um programa de televisão de uma hora (60minutos: 00segundos: 00 frames) com tudo a que os programas de televisão têm direito.

Nervos em franja no estúdio, muita concentração na régie e uma apresentadora fora de série com corpo e mente no estúdio e um bocadinho da alma na régie.


Foi um prazer trabalhar com esta equipa e uma sorte muito especial ter sempre ao meu lado uma excelente realizadora.


Hoje tive uma manhã daquelas que compensam muitas dores de cabeça, muitas faltas de apetite, muitas unhas roídas e muitos palavrões de descompressão.

Custou, deu trabalho, só vale 10% mas, porra!, foi mesmo bem feito!


Ah como sabe bem o esforço recompensado....

É de aproveitar, pois acho que nunca mais vou ter legitimidade para pedir silêncio a um professor...


Tuesday, May 06, 2008

Na Semana da Queima das Fitas


Jovem,


Queres andar a par de tudo o que vai acontecendo na Queima das Fitas do Porto?

Queres bilhetes à borla para as noites no queimódromo?

Queres ouvir as entrevistas com as bandas e o feedback dos estudantes?

Queres ver as fotografias que testemunham a Queima?


Então estás à espera de quê para ir à JPR?

Wednesday, February 20, 2008

Os Melhores Sketches dos Monty Python no Coliseu do Porto

Têm noção do que acontece quando cinco Grandes actores se juntam para dar vida a sketches dos Monty Python adaptados por Nuno Markl?

Eu tenho.
Mas não vos posso contar, já que é coisa de ver, de rir e desfrutar.
Posso é dizer-vos que é brilhante.
Não que isto seja alguma novidade.
Juntar no mesmo palco José Pedro Gomes, António Feio, Miguel Guilherme e Bruno Nogueira é meio caminho andado para a coisa correr bem.
Se a isto adicionarmos a loucura dos Monty Python e a tradução-adaptação do Nuno Markl... façam as contas.
São duas horas a rir, parando de vez quando para tomar consciência que estamos a poucos metros de muito, mas muito talento.
Quando for grande quero ser assim.

A versatilidade do Miguel Guilherme surpreende-me sempre e não consigo exprimir exactamente o que foi para mim vê-lo à distância de um braço.
O senhor do Fura Vidas, da equipa do Herman e de mais mil e quinhentas coisas que demonstram aquele jeito nato para a profissão que escolheu.
E por falar em jeito...
O Papa do José Pedro Gomes e o apresentador de concursos do Bruno Nogueira são do melhor.
Jorge Mourato nunca foi nome que me levasse ao Coliseu mas acreditem que ele não fica atrás de nenhum dos outros e ontem esteve muito bem.



Dá vontade de passar a olhar sempre para o lado fixe da vida.

Wednesday, November 21, 2007

A Minha Primeira Notícia

... publicada assim para o povo ver está aqui.
No JPN.
Tenho uma notícia publicada.
Não é nada de especial...
Mas é um orgulho!

Sunday, October 21, 2007

E Assim Se Vê a Força da UP!

Depois de uma semana de cair para o lado (literalmente), o Coliseu do Porto brindou-me com uma recompensa.
O primeiro dia do XXI FITU.

Eram quase horas de me pôr a mexer.
Olho mais uma vez para o bilhete e relembro porque é que não me posso enfiar já na cama.
Não me apetece jantar.
Estou demasiado cansada para mastigar.
Volto a olhar po bilhete.
Tem mesmo de ser.
Já estou atrasada, para não variar.
Toca a traçar a capa e sair porta fora.
Agradeço ao senhor pelos e jeans e sapatilhas.
Não sei quantos palavrões teria dito desde o elevador até à porta da rua se tivesse de calçar os sapatinhos, extra-desconfortáveis, do traje.
Esta noite sabe bem ser veterana.
Cheguei ao Coliseu à hora marcada para o início do espetáculo.
Subo até à zona vertiginosa dos pobres, a Galeria.
Está às moscas.
As horas passam, o Coliseu vai enchendo timidamente, até que tarde e a más horas o espetáculo começa.
A Tuna Feminina do Órfeão faz as honras, como sempre.
Não gosto de tunas femininas.
São sempre muito bem educadas, não têm piada nenhuma.
Depois dedicam as músicas ao totó que tem mesmo de ir a todas as actuações delas ou fica sem sexo durante um mês.
E agradecem às mamãs com os clichés mais foleiros de que se conseguem lembrar, do estilo “a tua força é a minha força”.
E falam da amizade e de mais-num-sei-quê como se o povo não soubesse que elas são umas cabras umas para as outras e que metade da vida delas é passada em jantares com muito vinho e muita figura de urso.
Cantam bem mas enervam-me profundamente.

Finalmente as tunas a concurso!
Piadas ordinárias e o povo a mexer e a cantar.
É o que se quer num encontro deste género.
A TEUP, Engenharia, não decepcionou.
Já nos habitou a estas actuações do melhor que se faz na Academia.
Nunca tinha ouvido a Tuna da Universidade de Aveiro.
Não sabia o que estava a perder.

E a TAFEP.
Tenho uma costela de Economia.
Num percebo nada de taxas de juros e de mercados de oferta e de procura mas gosto mesmo deles.
Continua a ser a minha tuna favorita e ontem estiveram mais que bem.

A TUP conseguiu um colminar da noite em beleza.
Melhor é difícil.





“Quero ficar sempre estudante.”
Não desesperem amigos.
Com bolonha acho que vamos conseguir.
Ou isso ou um esgotamento no Magalhães de Lemos, um deles.

Um detalhe mais profundo da noite aqui.

Friday, October 12, 2007

Rui Veloso - Um Ganda Maluko no Coliseu

Acho que a partir de agora vou todas as semanas ao Coliseu do Porto.
Essa sala de espetáculos tem-me oferecido grandes noites.
E quando digo oferecido é mesmo oferecido que quero dizer.

Ontem fui comemorar o centésimo sexagésimo sétimo aniversário do Montepio Geral.
(Escrevi 167º por extenso só porque é giro.)
Fui naquela ideia de apoiar o meu banco, as finanças e a economia portuguesa... ouvir um discurso do administrador e...
Claro que não.
Mandei a notícia que tinha para escrever às urtigas e fui ver o Rui Veloso.
Também ele quis apoiar essa grande instituição que mudou de cara e agora é cor-de-laranja.
Ainda não sei muito bem como isso me faz sentir.
Essa mudança radical para atrair o público jovem, esse esforço que transmite um MG a mudar, como só o cor-de-laranja e um novo logotipo conseguem.
(Ouvi dizer que o verde alface também funciona.)
Mas isso quer dizer que agora os relógios, as canecas, os pólos e as T-shirts do MG vão ser em laranja e não em azul?
Estou preocupada...

Voltando ao Rui Veloso...
Entrou com todo o tempo do mundo e falou-nos de uma camponesa.
Depois passou-se na guitarra eléctrica (e que bem que ele se passou) enquanto oferecia gargantilhas roubadas.
Nas músicas que se seguiram fez-se acompanhar da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Com a ajuda de uns arranjos de Bernardo Sassetti encantaram-nos com Veia do Poeta e Não Queiras Saber de Mim.

Mas foi com Porto Sentido que o Coliseu revelou que até estava bem compostinho.
Da forma como povo cantou parecia que não havia uma única cadeira vazia.

Juras de amor e promessas devidas antecederam um Chico Fininho, versão acústica, da mais deliciosa loucura.
Viajou-se de Nova Iorque até Porto Côvo até se fazer uma noite pouco iluminada.
E com ela chega o meu momento favorito.
Não Há Estrelas no Céu será sempre uma das minhas canções favoritas e devia ser trabalhada nas escolas ao lado d’Os Maias e de Fernado Pessoa.

O Concerto termina, mais uma vez com o Coliseu ao rubro, a querer ir ao rivoli com aquela miúda do anel de rubi.

Mas a Paixão não finalizou a noite e Veloso voltou ao palco com um Lado Lunar e um Porto muito, muito Sentido.

Monday, October 01, 2007

Lado a Lado no Coliseu do Porto

Começo por agradecer uma prenda de aniversário que foi mais uma noite para partilhar.
Que venham muitas mais como esta.
Obrigado pelo meu bilhete mágico e pela vossa companhia.

A noite de 29 de Setembro chegou.
Um deslize em curva, três voltas à Baixa e várias rampas depois estavamos sentadas na Tribuna do Coliseu do Porto.
Pouco passava das 22 horas quando ela entrou em palco.
A Mafaldinha, ao vivo e a cores.
E desta vez consegui vê-la mesmo, assim com olhos de gente.
Como quem olha para uma voz que nos acompanha há tantos anos.
Como quem sente as letras que foram descrevendo as fases da nossa vida.
Simplesmente Mafalda Veiga.


Na cadeira ao lado, protegido pela sua guitarra, sentou-se um humilde João Pedro Pais que manteve a consciência de que se sentava ao lado de um grande talento.
Mas para grande surpresa minha, e provavelmente dele também, a grande maioria do Coliseu - que estava à pinha - foi lá por ele e não por ela.
E o “Zé Pedro” esteve muito bem.
É verdade que já pensava nas frases completas antes de as dizer aos solavancos mas há que dar um deconto ao menino que cantava para “o seu Porto”.
No entanto, o momento mais alto da noite foi dela.
Com a música que ela mais gosta de nos ouvir cantar.
Dedicou-nos Cada Lugar Teu porque como ela confessou:
Esta será para sempre a vossa música.”
E foi a vez do Coliseu cantar para eles num momento que emocionou muita gente.

A noite contou também com a presença de Fausto em duas canções e com um tema ainda por gravar de Mafalda Veiga – Balançar.

Um grande concerto que abriu com O Dia Mais Longo e acabou por passar num instante.
E eu ainda não acredito que voltaram ao palco pela terceira vez para cantar a música que eu pedi.
Um Muito Obrigado.



Vou agora ouvi-la mais uma uma vez, aqui em baixo, para relembrar cada segundo desta noite que acendeu os lumes das nossas vidas.



Friday, July 27, 2007

Voz, Mímica e Originalidade

O senhor chama-se Pablo Francisco e este é, sem dúvida, o melhor trailer de sempre.
O que uma pessoa só consegue fazer, apenas com um microfone e a voz que o Senhor lhe deu.






Se não temos esta voz podemos sempre mimar.
Até a música.
O que é preciso é originalidade.
Nos mímimos detalhes!




Se quiserem a versão completa é aqui e a versão com a Natalie Imbruglia é aqui

Monday, July 16, 2007

Dave Chappelle

Estou, sem exagero, há mais de uma hora a rir-me com este senhor.
Dave Chappelle é simplesmente do melhor.
Quis, portanto, fazer uma pausa na risota para partilhar convosco o génio deste comediante.
A esta altura já vi tanto vídeo que nem soube muito bem qual havia de escolher.

Deixo-vos com Def Poetry Jam.
Ladies and Gentlemen... Dave Chappelle.

Friday, May 18, 2007

Bruno Nogueira a Solo no TNSJ

Passeávamos em Carlos Alberto numa quinta-feira que cheirava a ressaca da queima das fitas. Íamos em direcção a qualquer coisa que agora não me lembro... E lá estava ele. A olhar lá do alto em direcção aos sapatos, com as mãos nos bolsos e ar de quem tem muito que pensar e dizer sobre o mundo. Gosto particularmente deste cartaz. Gosto porque sim, porque é bonito.

- Ele vem ao Porto?
- NÃO!
- Sim...
- Não posso!!
- Terça-feira...
- NÃO!
- Sim...
- NÃO!
- Então é pa ir, não é?
- NÃO!
- Já percebi que sim.

Segunda-feira a Mafa lá foi.
Ver se havia bilhetes.
Havia.
2.
Obrigado Senhor.

Terça-feira. 21h30. Teatro Nacional São João.
O raio do teatro é brutal. Lindo, lindo, lindo.
E o Bruno é Grande. É mesmo. (inclusivé do 4º andar) Desproporcional como ele só. Entrou de mansinho com a ajuda do Alzheimer e foi o Bruno Nogueira. Aquele que já me habitou à genialidade de quem nasceu para aquilo. Nunca mais um actimel me vai saber ao mesmo.
Uma hora e meia a rir como se não houvesse amanhã.
Obrigado por teres chamado a atenção para aquela grande e preocupante questão que é: “Porque é que chamar gordo a um gordo é falta de educação mas chamar magro a um magro não?”. Só por isso Bruno, foste Grande! E também por resolveres a fome em África...

Não foram? Temos pena. Olha, tomem um Ben-u-ron.

A noite? Memorável.
O Bruno? Do melhor!