Showing posts with label Canções. Show all posts
Showing posts with label Canções. Show all posts

Saturday, January 08, 2011

Silêncio e tanta gente

Estou muito muito indecisa.

Não sei se gosto mais da canção ou dos primeiros 10 segundos do vídeo...

Saturday, February 28, 2009

Festival de Quê?

Está agora a dar na RTP1 aquele programa que selecciona a música que Portugal leva ao Festival da Eurovisão da Canção.
Parece que este ano a RTP "inovou" o processo de selecção. Toda a gente pôde concorrer com letra e melodia e, ao que consta, mais de 300 crentes enviaram a sua oportunidade. Desses 300 e num-sei-quê, alguém seleccionou 24. O passo seguinte foi permitir ao povinho escolher 12 dessas 24 composições através de voto electrónico.

Como eu estava a dizer, a Sílvia Alberto, que já teve mais jeito para a coisa, está agora a ganhar a vida a apresentar um programa que eu nem sei muito bem como hei-de insultar. Não a Sílvia. O programa.

Se me querem fazer acreditar que aquelas coisas, a que eu me recuso chamar de canções para não ofender as canções, eram as melhores de entre mais de trezentas, devem estar mais loucos que o Joaquim Phoenix!

Nucha? Nem sei se é com "x" se é com "ch" e estou-me tão nas tintas que nem vou perder 2 segundos a confirmar no Google. Ela estava com um vestido gótico num cenário medieval acompanhada de um tipo saído de "Os Vampiros de John Carpenter". Sim, que nada diz "português" como o Halloween, toda a gente sabe...

Romana? Com uma porcaria que não era fado nem era música, era barulho e berros. E come on... Romana?

Depois veio uma rapariguita de cor-de-rosa dizer 30 vezes que ia escrever um poema. Então vai lá escrever o poema e volta quando tiveres uma coisa de jeito para cantar!

E tudo fala de amor porque é a coisa mais portuguesa que existe, é tudo o que nós precisamos para viver e, pelos vistos, é o único tema jeitoso para dar letra a uma melodia.
Ai esperem... a Luciana Abreu está a falar sobre a paz, mas de vez em quando sai-lhe um "AHHHHHHHHHHHHH" a queixar-se das dores nas costas e fico "confuza". Também não sei muito bem se ela sabe que o Obama já ganhou e que já não é preciso andar a divulgar o "Yes We Can" dele. Alguém lhe devia dizer, a moça não é obrigada a ler jornais.

Esta merda é o melhor de entre mais de trezentas??? Uma ova que é!
Vivemos no país da gatunagem em que ser ladrão e desonesto é uma carreira reconhecida e aplaudida.
Conheço o nome de mais de metade dos 12 escolhidos, isto é descobrir talentos que é uma coisinha parva. Gente que começa agora a concorrer com Floribelas e Nuchas, Romanas, Nunos Nortes... Realmente faz todo o sentido, não haja dúvidas.

Antigamente ficávamos num honroso último lugar com canções que continuariam a ser cantadas por muitos e muitos anos. Agora ficamos num vergonhoso último lugar porque nem nós votaríamos na canção do nosso país.
E o que queremos fazer é esquecer a letra sem pés nem cabeça que acompanhou aquela melodia que faz lembrar outra que já ouvimos mas não sabemos bem aonde.

O problema não é só presistirmos num Festival que se rege por leis e acordos políticos em vez de avaliar a arte e o talento, é também não sabermos, dentro da nossa própria casa, procurar o talento onde ele realmente existe.

Wednesday, October 15, 2008

Que é que demora mais tempo? A-B ou B-A?

No outro dia, enquanto conduzia, ouvi na rádio uns versos tão bonitos e profundos que quase enfiava a fronha do Corsa num poste.
A melodia emocionou-me de tal maneira que tenho de vos falar disto.

O refrão de uma das últimas músicas do André Sardet reza assim:

Gosto de ti desde aqui até à Lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
E é tão bom viver assim...

Ai coisa mai linda!
Isto é tão bonito como um acidente na VCI.

Oh André, eu sei que tu não sabes o que é que te aconteceu mas, francamente, daqui até à Lua é um exagero...
Já para não falar da Lua até aqui, isso atão é uma cena do caraças!

Eu também sei que gostavas de poder voar sem asas e que o teu mudo é infinito mas já te concentravas em escrever letras decentes.
Esta é das piores coisinhas que já se escreveram desde os Delfins.

Ai... como acredito que tu podes fazer bem melhor que isto...

Tuesday, March 11, 2008

Magicantasticamente

É só para dizer que, por mim, levávamos esta lá para fora.
Ganhávamos alguma coisa?
Com sorte, juízo.
Mas divertíamo-nos e fazíamos rir o povo que era uma coisinha linda...



É para ouvir muitas e muitas vezes.... e tem sempre, sempre piada.

Sunday, October 21, 2007

E Assim Se Vê a Força da UP!

Depois de uma semana de cair para o lado (literalmente), o Coliseu do Porto brindou-me com uma recompensa.
O primeiro dia do XXI FITU.

Eram quase horas de me pôr a mexer.
Olho mais uma vez para o bilhete e relembro porque é que não me posso enfiar já na cama.
Não me apetece jantar.
Estou demasiado cansada para mastigar.
Volto a olhar po bilhete.
Tem mesmo de ser.
Já estou atrasada, para não variar.
Toca a traçar a capa e sair porta fora.
Agradeço ao senhor pelos e jeans e sapatilhas.
Não sei quantos palavrões teria dito desde o elevador até à porta da rua se tivesse de calçar os sapatinhos, extra-desconfortáveis, do traje.
Esta noite sabe bem ser veterana.
Cheguei ao Coliseu à hora marcada para o início do espetáculo.
Subo até à zona vertiginosa dos pobres, a Galeria.
Está às moscas.
As horas passam, o Coliseu vai enchendo timidamente, até que tarde e a más horas o espetáculo começa.
A Tuna Feminina do Órfeão faz as honras, como sempre.
Não gosto de tunas femininas.
São sempre muito bem educadas, não têm piada nenhuma.
Depois dedicam as músicas ao totó que tem mesmo de ir a todas as actuações delas ou fica sem sexo durante um mês.
E agradecem às mamãs com os clichés mais foleiros de que se conseguem lembrar, do estilo “a tua força é a minha força”.
E falam da amizade e de mais-num-sei-quê como se o povo não soubesse que elas são umas cabras umas para as outras e que metade da vida delas é passada em jantares com muito vinho e muita figura de urso.
Cantam bem mas enervam-me profundamente.

Finalmente as tunas a concurso!
Piadas ordinárias e o povo a mexer e a cantar.
É o que se quer num encontro deste género.
A TEUP, Engenharia, não decepcionou.
Já nos habitou a estas actuações do melhor que se faz na Academia.
Nunca tinha ouvido a Tuna da Universidade de Aveiro.
Não sabia o que estava a perder.

E a TAFEP.
Tenho uma costela de Economia.
Num percebo nada de taxas de juros e de mercados de oferta e de procura mas gosto mesmo deles.
Continua a ser a minha tuna favorita e ontem estiveram mais que bem.

A TUP conseguiu um colminar da noite em beleza.
Melhor é difícil.





“Quero ficar sempre estudante.”
Não desesperem amigos.
Com bolonha acho que vamos conseguir.
Ou isso ou um esgotamento no Magalhães de Lemos, um deles.

Um detalhe mais profundo da noite aqui.

Friday, October 12, 2007

It's Everywhere!

Opá, isto é que é saber exprimir a raiva!
O senhor da guitarra é o humorista Rob Paravonian e a sua fúria é dirigida a Canon em Ré Maior, uma obra de Johann Pachelbel


Rui Veloso - Um Ganda Maluko no Coliseu

Acho que a partir de agora vou todas as semanas ao Coliseu do Porto.
Essa sala de espetáculos tem-me oferecido grandes noites.
E quando digo oferecido é mesmo oferecido que quero dizer.

Ontem fui comemorar o centésimo sexagésimo sétimo aniversário do Montepio Geral.
(Escrevi 167º por extenso só porque é giro.)
Fui naquela ideia de apoiar o meu banco, as finanças e a economia portuguesa... ouvir um discurso do administrador e...
Claro que não.
Mandei a notícia que tinha para escrever às urtigas e fui ver o Rui Veloso.
Também ele quis apoiar essa grande instituição que mudou de cara e agora é cor-de-laranja.
Ainda não sei muito bem como isso me faz sentir.
Essa mudança radical para atrair o público jovem, esse esforço que transmite um MG a mudar, como só o cor-de-laranja e um novo logotipo conseguem.
(Ouvi dizer que o verde alface também funciona.)
Mas isso quer dizer que agora os relógios, as canecas, os pólos e as T-shirts do MG vão ser em laranja e não em azul?
Estou preocupada...

Voltando ao Rui Veloso...
Entrou com todo o tempo do mundo e falou-nos de uma camponesa.
Depois passou-se na guitarra eléctrica (e que bem que ele se passou) enquanto oferecia gargantilhas roubadas.
Nas músicas que se seguiram fez-se acompanhar da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Com a ajuda de uns arranjos de Bernardo Sassetti encantaram-nos com Veia do Poeta e Não Queiras Saber de Mim.

Mas foi com Porto Sentido que o Coliseu revelou que até estava bem compostinho.
Da forma como povo cantou parecia que não havia uma única cadeira vazia.

Juras de amor e promessas devidas antecederam um Chico Fininho, versão acústica, da mais deliciosa loucura.
Viajou-se de Nova Iorque até Porto Côvo até se fazer uma noite pouco iluminada.
E com ela chega o meu momento favorito.
Não Há Estrelas no Céu será sempre uma das minhas canções favoritas e devia ser trabalhada nas escolas ao lado d’Os Maias e de Fernado Pessoa.

O Concerto termina, mais uma vez com o Coliseu ao rubro, a querer ir ao rivoli com aquela miúda do anel de rubi.

Mas a Paixão não finalizou a noite e Veloso voltou ao palco com um Lado Lunar e um Porto muito, muito Sentido.

Monday, October 01, 2007

Lado a Lado no Coliseu do Porto

Começo por agradecer uma prenda de aniversário que foi mais uma noite para partilhar.
Que venham muitas mais como esta.
Obrigado pelo meu bilhete mágico e pela vossa companhia.

A noite de 29 de Setembro chegou.
Um deslize em curva, três voltas à Baixa e várias rampas depois estavamos sentadas na Tribuna do Coliseu do Porto.
Pouco passava das 22 horas quando ela entrou em palco.
A Mafaldinha, ao vivo e a cores.
E desta vez consegui vê-la mesmo, assim com olhos de gente.
Como quem olha para uma voz que nos acompanha há tantos anos.
Como quem sente as letras que foram descrevendo as fases da nossa vida.
Simplesmente Mafalda Veiga.


Na cadeira ao lado, protegido pela sua guitarra, sentou-se um humilde João Pedro Pais que manteve a consciência de que se sentava ao lado de um grande talento.
Mas para grande surpresa minha, e provavelmente dele também, a grande maioria do Coliseu - que estava à pinha - foi lá por ele e não por ela.
E o “Zé Pedro” esteve muito bem.
É verdade que já pensava nas frases completas antes de as dizer aos solavancos mas há que dar um deconto ao menino que cantava para “o seu Porto”.
No entanto, o momento mais alto da noite foi dela.
Com a música que ela mais gosta de nos ouvir cantar.
Dedicou-nos Cada Lugar Teu porque como ela confessou:
Esta será para sempre a vossa música.”
E foi a vez do Coliseu cantar para eles num momento que emocionou muita gente.

A noite contou também com a presença de Fausto em duas canções e com um tema ainda por gravar de Mafalda Veiga – Balançar.

Um grande concerto que abriu com O Dia Mais Longo e acabou por passar num instante.
E eu ainda não acredito que voltaram ao palco pela terceira vez para cantar a música que eu pedi.
Um Muito Obrigado.



Vou agora ouvi-la mais uma uma vez, aqui em baixo, para relembrar cada segundo desta noite que acendeu os lumes das nossas vidas.



Thursday, September 20, 2007

Avé JK. Rowling!

Olá Povo,

Peço desculpa por esta ausência prolongada neste magnífico blog de tão grande qualidade.
Sei que tendes sentido falta dos meus bolinhos...

A realidade é que não tenho vindo muito aqui ao forno cozinhar porque mergulhei em leituras por mundos mágicos.
E que ricas férias foram!
Não fui apanhar sol para os Algarves nem esquiar nos Alpes.
Também não fui a Praga como certas e determinadas cartas profetizaram.

Mas...


Vi pessoas fantásticas em espelhos encantados e lutei com um basilisk.
Desmaiei ao sentir dementors e comi muito chocolate até conseguir produzir o meu patronus.
Voei entre dragões e nadei em lagos com lulas gigantes.
Fui ao ministério destruir profecias e enfrentar o Senhor do mal.
Aprendi a fazer poções como deve ser e a esventrar os meus inimigos
E por fim despedi-me de muitos amigos que já faziam parte da minha família.

Não fui eu, foi o Harry. Mas é quase a mesma coisa porque o brilhantismo com que JKR escreve transporta-nos de corpo e alma para o mundo que ela tem vindo a criar durante 17 anos como se dele fizéssemos parte.

Li o meu primeiro Harry Potter com 13 anos e aos 21 despedi-me de uma saga que foi uma fuga à realidade...de uma história que me fez sonhar como nenhuma outra.
Acho que no fundo, os fãs dos HP são todos irmãos, amigos ou pais do Harry e é difícil ficar-se indiferente àquele miúdo de tinta e papel que cresceu connosco ou àquelas personagens que o acompanharam para o bem e para o mal...
Como o Snape!
Esse anticristo delicioso, minha personagem favorita desde a primeira linha até à última.

E assim acabei de ler os Deathly Hallows e fiquei tão deprimida que não soube muito bem o que fazer comigo...
Como que caída numa música pimba senti que “depois de ti não há mais nada nem sol nem madrugada...”
mas há a Internet esse reino de tresloucados, onde habitam seres que deixaram de ser muggles e se transformaram em feiticeiros!
Um bem-haja ao Leaky, ao Pottercast e ao Wizard Rock!
Em especial aos Draco and the Malfoys.



Letra aqui.
Nunca gostei tanto de gente que cantasse tão mal.

Mas principalmente,
Thank you Joanne,
por ter criado uma história que pode ser devorada por pessoas dos 8 aos 80 anos.

Thursday, August 23, 2007

Mesa para Três

Quase duas semanas passaram e tu já fazes falta.
Esse sotaque delicioso que o teu pai não aprova mas que eu aprecio imenso.
Essa cabecinha que trabalha duas vezes mais rápido que os cérebros normais e essa poço de conhecimentos, anfitrião de tantos momentos de cultura.
É com tristeza que confirmo que nestas duas últimas semanas nada começava por A ou fazia xixi.
Também não vi chapéus...
Não me lembro de ter entoado “Transformers more than meets the eye” na passada quinzena.
Uma musiquinha tão bonita e cheia de ritmo...
Mas a perna partida da Sra Figg será para sempre o momento alto da história do Harry Potter.
E o Roberto, a Catarina e a Rute lá estão.
Ignorando completamente os seus verdadeiros nomes.
Agora que já sabemos como agir no caso de um insecto nos entrar no ouvido parece que qualquer outro tipo de conhecimento é completamente inútil.
Obrigado pelos três (muito ansiados) dias na tua companhia.
Volta sempre que o Quarto da Jo está sempre à tua disposição.

A frô @--;- e aquele abraço

P.S. – Mas, claro está, que por não teres ficado mais tempo continuas a ser um contentor cheio de cocó até lá acima.




nhanhanhanhanhanhanhanhanha
you come and go
you come and go

Texto escrito a 16 de Agosto de 2007

Friday, July 27, 2007

Voz, Mímica e Originalidade

O senhor chama-se Pablo Francisco e este é, sem dúvida, o melhor trailer de sempre.
O que uma pessoa só consegue fazer, apenas com um microfone e a voz que o Senhor lhe deu.






Se não temos esta voz podemos sempre mimar.
Até a música.
O que é preciso é originalidade.
Nos mímimos detalhes!




Se quiserem a versão completa é aqui e a versão com a Natalie Imbruglia é aqui

Monday, July 02, 2007

De manhã eu bou ó põm

Esta bonita canção chegou ao meus ouvidos pela mão da Mafa.
Fica já aqui atribuido o devido crédito.
Apesar de ainda estar em período de hibernação achei que era boa ideia partilhar isto com o povo.
Estou a falar do grande hit dos Trabalhadores do Comércio.
Um bem-haja a essa gente.
Fiquem então com "De manhã eu bou ó põm":





Agora, se não se importam, vou dar um pezinho de dança enquanto descasco uma laranjinha.