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Saturday, February 28, 2009

Festival de Quê?

Está agora a dar na RTP1 aquele programa que selecciona a música que Portugal leva ao Festival da Eurovisão da Canção.
Parece que este ano a RTP "inovou" o processo de selecção. Toda a gente pôde concorrer com letra e melodia e, ao que consta, mais de 300 crentes enviaram a sua oportunidade. Desses 300 e num-sei-quê, alguém seleccionou 24. O passo seguinte foi permitir ao povinho escolher 12 dessas 24 composições através de voto electrónico.

Como eu estava a dizer, a Sílvia Alberto, que já teve mais jeito para a coisa, está agora a ganhar a vida a apresentar um programa que eu nem sei muito bem como hei-de insultar. Não a Sílvia. O programa.

Se me querem fazer acreditar que aquelas coisas, a que eu me recuso chamar de canções para não ofender as canções, eram as melhores de entre mais de trezentas, devem estar mais loucos que o Joaquim Phoenix!

Nucha? Nem sei se é com "x" se é com "ch" e estou-me tão nas tintas que nem vou perder 2 segundos a confirmar no Google. Ela estava com um vestido gótico num cenário medieval acompanhada de um tipo saído de "Os Vampiros de John Carpenter". Sim, que nada diz "português" como o Halloween, toda a gente sabe...

Romana? Com uma porcaria que não era fado nem era música, era barulho e berros. E come on... Romana?

Depois veio uma rapariguita de cor-de-rosa dizer 30 vezes que ia escrever um poema. Então vai lá escrever o poema e volta quando tiveres uma coisa de jeito para cantar!

E tudo fala de amor porque é a coisa mais portuguesa que existe, é tudo o que nós precisamos para viver e, pelos vistos, é o único tema jeitoso para dar letra a uma melodia.
Ai esperem... a Luciana Abreu está a falar sobre a paz, mas de vez em quando sai-lhe um "AHHHHHHHHHHHHH" a queixar-se das dores nas costas e fico "confuza". Também não sei muito bem se ela sabe que o Obama já ganhou e que já não é preciso andar a divulgar o "Yes We Can" dele. Alguém lhe devia dizer, a moça não é obrigada a ler jornais.

Esta merda é o melhor de entre mais de trezentas??? Uma ova que é!
Vivemos no país da gatunagem em que ser ladrão e desonesto é uma carreira reconhecida e aplaudida.
Conheço o nome de mais de metade dos 12 escolhidos, isto é descobrir talentos que é uma coisinha parva. Gente que começa agora a concorrer com Floribelas e Nuchas, Romanas, Nunos Nortes... Realmente faz todo o sentido, não haja dúvidas.

Antigamente ficávamos num honroso último lugar com canções que continuariam a ser cantadas por muitos e muitos anos. Agora ficamos num vergonhoso último lugar porque nem nós votaríamos na canção do nosso país.
E o que queremos fazer é esquecer a letra sem pés nem cabeça que acompanhou aquela melodia que faz lembrar outra que já ouvimos mas não sabemos bem aonde.

O problema não é só presistirmos num Festival que se rege por leis e acordos políticos em vez de avaliar a arte e o talento, é também não sabermos, dentro da nossa própria casa, procurar o talento onde ele realmente existe.

Tuesday, October 07, 2008

5 Dias e 94 filmes depois

Foi por isto que durante 5 dias e 4 noites se respirou talento e criatividade como se não houvesse o ano seguinte.


A primeira edição do U.Frame, Festival Internacional de Vídeo Universitário, chegou ao fim no domingo depois de 94 curtas para todos os gostos e feitios.

Workshops, conferências e masterclasses foram um bónus num festival que me deixou a caminhar nas nuvens.

Em 3 dias Andrew Shea, Mário Augusto, Maria João Cruz e Nuno Markl fizeram parte do meu mundo real.

Só vos posso dizer que conhecer e falar com gente assim, recheada de doses monstruosas de talento e humildade, dá-nos vontade de reinventar o mundo com as próprias mãos.

Sunday, October 21, 2007

E Assim Se Vê a Força da UP!

Depois de uma semana de cair para o lado (literalmente), o Coliseu do Porto brindou-me com uma recompensa.
O primeiro dia do XXI FITU.

Eram quase horas de me pôr a mexer.
Olho mais uma vez para o bilhete e relembro porque é que não me posso enfiar já na cama.
Não me apetece jantar.
Estou demasiado cansada para mastigar.
Volto a olhar po bilhete.
Tem mesmo de ser.
Já estou atrasada, para não variar.
Toca a traçar a capa e sair porta fora.
Agradeço ao senhor pelos e jeans e sapatilhas.
Não sei quantos palavrões teria dito desde o elevador até à porta da rua se tivesse de calçar os sapatinhos, extra-desconfortáveis, do traje.
Esta noite sabe bem ser veterana.
Cheguei ao Coliseu à hora marcada para o início do espetáculo.
Subo até à zona vertiginosa dos pobres, a Galeria.
Está às moscas.
As horas passam, o Coliseu vai enchendo timidamente, até que tarde e a más horas o espetáculo começa.
A Tuna Feminina do Órfeão faz as honras, como sempre.
Não gosto de tunas femininas.
São sempre muito bem educadas, não têm piada nenhuma.
Depois dedicam as músicas ao totó que tem mesmo de ir a todas as actuações delas ou fica sem sexo durante um mês.
E agradecem às mamãs com os clichés mais foleiros de que se conseguem lembrar, do estilo “a tua força é a minha força”.
E falam da amizade e de mais-num-sei-quê como se o povo não soubesse que elas são umas cabras umas para as outras e que metade da vida delas é passada em jantares com muito vinho e muita figura de urso.
Cantam bem mas enervam-me profundamente.

Finalmente as tunas a concurso!
Piadas ordinárias e o povo a mexer e a cantar.
É o que se quer num encontro deste género.
A TEUP, Engenharia, não decepcionou.
Já nos habitou a estas actuações do melhor que se faz na Academia.
Nunca tinha ouvido a Tuna da Universidade de Aveiro.
Não sabia o que estava a perder.

E a TAFEP.
Tenho uma costela de Economia.
Num percebo nada de taxas de juros e de mercados de oferta e de procura mas gosto mesmo deles.
Continua a ser a minha tuna favorita e ontem estiveram mais que bem.

A TUP conseguiu um colminar da noite em beleza.
Melhor é difícil.





“Quero ficar sempre estudante.”
Não desesperem amigos.
Com bolonha acho que vamos conseguir.
Ou isso ou um esgotamento no Magalhães de Lemos, um deles.

Um detalhe mais profundo da noite aqui.

Tuesday, June 05, 2007

Ós anos!



No sábado apanhei um programa de televisão no TV5Monde que que eu já não via sei lá há quanto tempo! Fort Boyard. Lembram-se?
Infelizes daqueles que nunca o viram.
Cenário: um forte no meio do mar.
Isoladinho e solitário ali no meio das alforrecas.
Protagonistas: um grupo de seis elementos.
Acção: Uma caça ao tesouro do arco da velha.
Eles têm de trepar paredes, fazer bunging jumping, nadar até num sei onde para colecionar bóias e andar na corda bamba com uma vara a nem-sei-bem quantos metros de altura. Mas as minhas provas favoritas ainda são aquelas com as cobras, as aranhas, os gafanhotos, as moscas e, la piéce de resistance, as minhocas! A mim é que não me apanhavam naquilo. Altamente nojento. Maravilhoso de se ver.
Basicamente o povo anda de sala em sala a executar provas para obter as chaves que depois abrem a câmra do tesouro. As moedas caem do céu e tudo! Fantástico. É pena ser em francês, mas perceber o que eles dizem também não é muito importante.
Ena pá, tinha saudades daquele programa. O druída la em cima a dar as pistas para o final e as provas impossíveis de realizar... ah maravilha. E as ampulhetas fora das salas pa avisar que os tipos vão mesmo ficar presos lá dentro. Lindo, lindo.