Começo por agradecer uma prenda de aniversário que foi mais uma noite para partilhar.
Que venham muitas mais como esta.
Obrigado pelo meu bilhete mágico e pela vossa companhia.
A noite de 29 de Setembro chegou.
Um deslize em curva, três voltas à Baixa e várias rampas depois estavamos sentadas na Tribuna do Coliseu do Porto.
Pouco passava das 22 horas quando ela entrou em palco.
A Mafaldinha, ao vivo e a cores.
E desta vez consegui vê-la mesmo, assim com olhos de gente.
Como quem olha para uma voz que nos acompanha há tantos anos.
Como quem sente as letras que foram descrevendo as fases da nossa vida.
Simplesmente Mafalda Veiga.
Na cadeira ao lado, protegido pela sua guitarra, sentou-se um humilde João Pedro Pais que manteve a consciência de que se sentava ao lado de um grande talento.
Mas para grande surpresa minha, e provavelmente dele também, a grande maioria do Coliseu - que estava à pinha - foi lá por ele e não por ela.
E o “Zé Pedro” esteve muito bem.
É verdade que já pensava nas frases completas antes de as dizer aos solavancos mas há que dar um deconto ao menino que cantava para “o seu Porto”.
No entanto, o momento mais alto da noite foi dela.
Com a música que ela mais gosta de nos ouvir cantar.
Dedicou-nos Cada Lugar Teu porque como ela confessou:
“Esta será para sempre a vossa música.”
E foi a vez do Coliseu cantar para eles num momento que emocionou muita gente.
A noite contou também com a presença de Fausto em duas canções e com um tema ainda por gravar de Mafalda Veiga – Balançar.
Um grande concerto que abriu com O Dia Mais Longo e acabou por passar num instante.
E eu ainda não acredito que voltaram ao palco pela terceira vez para cantar a música que eu pedi.
Um Muito Obrigado.
Vou agora ouvi-la mais uma uma vez, aqui em baixo, para relembrar cada segundo desta noite que acendeu os lumes das nossas vidas.