Friday, July 07, 2006

Olha mais uma dos STCP



Está provado que eu não posso andar de autocarro sem que aconteça uma peixeirada qualquer! A sério que não faço de propósito, mas parece que os escolho a dedo.
Ora este mês a minha mãe adoptou um novo sistema para me tirar de casa. Ofereceu-me um passe para quatro zonas do Porto. Assim agora não posso sequer refastelar-me no sofá que lá vem aquela voz dos confins: “Então? Tens de dar uso ao teu passe! Vai dar uma volta no metro até ali e acolá, se não para que te dei isso?” Não que eu já não a tivesse topado mal ela sugeriu a ideia, mas é facto conhecido que contra mães não há argumentos.
E lá fomos, praí há dois dias atrás, dar uma caminhada na foz, que o mar acalma as ideias. Até aqui tudo correu sobre rodas, mas na praia tass bem e o tempo foi andando. Já passava das 17h quando decidimos apanhar o 500 até S.Bento.
Eu: Xiii! Vem à pinha!
Não vinha, mas eu gosto sempre de dar um tom fatalista às situações. Arranjámos dois lugares de costas separados, ao que eu saquei do meu livro e há que cultivar a mente mesmo em andamento. Pouco antes de Massarelos, começou o teatro para o qual nem paguei a entrada:

Voz de mulher, sotaque-Ribeira: Sua ordinária! Sua vaca!
Voz de outra mulher, sotaque- Terra do Cagufe: Mas tenha lá calma que eu só…
Mulher Ribeira: És uma ordinária! Não te atrevas a olhar pós miúdos!

A troca de ideias continuava e como todos os outros passageiros eu achei por bem inteirar-me da situação. Olhei para trás e à beira do condutor (que já se sabe é onde se passa tudo) vi uma mulher nova de cabelo escuro com madeixas loiras preso num rabo-de-cavalo. Barafustava com alguém sentado no banco. Dois putos choravam como se não houvesse amanhã e a tripulação do 500 olhava para cena sem perceber muito bem qual era o stress. Não sei bem quanto tempo gastaram a trocar insultos, todos de nível altíssimo e grande qualidade, subentenda-se, mas não deve ter chegado a um minuto sequer. Como é típico, a coisa partiu para a porrada. Mas porrada da boa! Upa upa! Cabelos desgrenhados, arranhões, estaladões, outras coisas acabadas em ões e não sei se algumas dentadas. Luta de mulheres mesmo, da tradicional, que estávamos na zona histórica do Porto, agora quase a chegar a Mira-Gaia.
Aqui guardei o livro, não fosse ter de me defender também, enquanto as pessoas começaram a gritar: “Oh Sr. Motorista! Pare o autocarro! PARE O AUTOCARRO!” A coisa estava mesmo feia lá atrás, aliás, mesmo nas costas dele, mas o autocarro prosseguiu a marcha sem grandes mudanças de velocidade. Calculei que para o condutor, que faz aquele percurso, quiçá todos os dias, aquilo não eram apenas os ossos do ofício mas também o pão-nosso de cada dia. Não parou, não se importou, nem quis saber! Aqui, os passageiros revoltaram-se: “Ele tem de parar, mas que incompetente! Nestes casos ele tem de parar!” Fiquei mais sossegada, ao menos há sempre alguém que sabe o código deontológico dos condutores de transportes colectivos. Até que perceberam que o problema estava mesmo nas três mulheres à pancada (sim, que pelos vistos a Dona Maria Da Ribeira, tinha uma amiga que também vê a Buffy). E estiveram nisto até que alguém com tomates as separou. Que fique bem claro que eu nunca seria capaz de me meter entre elas! Sou muito mariquinhas para isso. Mas a Dona Antonieta Do Desculpe Lá teve de procurar abrigo na parte de trás do veículo, ora, onde eu estava, obviamente! Temi pela minha vida. Imaginei logo que a Dona Maria Da Ribeira ia galgar toda a gente para continuar o que ainda não parecia acabado, já que a Dona Antonieta Do Desculpe Lá só tinha o lábio aberto, um penteado radical, múltiplos arranhões nos antebraços e uns quantos pontos vermelhos que suponho que hoje estão bem negros. Mas não. A coisa desenvolveu-se em insultos sofisticados. Aprendi uns poucos palavrões jeitosos… Entretanto as crianças pararam de chorar e eu tentei formular uma hipótese que explicasse aquele descalabro. Parti do princípio que uma delas se queria sentar e estava uma criança a ocupar um lugar. (Que agora o autocarro já estava, efectivamente, à pinha) Daí comentários indirectos para que o pequerrucho cedesse o lugar aos mais velhos. Quem costuma andar de autocarro sabe que isto é mais que frequente. Depois calculei que a mãe da criancinha não tivesse achado piada à coisa. Mas… não foi nada disto que aconteceu. A Dona Antonieta Do Desculpe Lá estava agora a explicar a situação com lágrimas nos olhos e os nervos num frenesim de dia de S.João:

Dona Antonieta Do Desculpe Lá: Mas olhem quisto… Eu vou fazer queixa na polícia! Eu só pedi para os miúdos berrarem baixo… E a gaja passou-se! Mas olhem para isto… eu ‘tou a sangrar?
Dona Alzira do Ai Ao Que A Gente Está Sujeito: Está! Um bocadinho. Tem o lábio aberto. E olhe ‘tá arranhada…aqui.
Dona Antonieta Do Desculpe Lá: Pois! Olhem para isto! E eu só pedi para os miúdos berrarem baixo… e num segundo já tinha a gaja a bater-me! E depois já eram duas! – Pega no telemóvel – Eu vou ligar à polícia!Dona Alzira do Ai Ao Que A Gente Está Sujeito: Ligue, Ligue! Não saia do autocarro antes deles chegarem.
Dona Gertrudes Do Vídeo: E diga-lhe (a apontar para a câmara ao lado do retrovisor) que ‘ta tudo filmado!
Dona Alzira do Ai Ao Que A Gente Está Sujeito: Não limpe nada! Não limpe o sangue que isso depois são provas.
A Dona Antonieta Do Desculpe Lá finalmente entrou em contacto com a polícia e começou a explicar que estava sentada na sua paz a bordo do 500 enquanto as crianças atrás dela faziam um basqueiro tremendo. Aí ela pediu que elas berrassem mais baixo e apanhou uma valente sova da mãe dos putos que a continuava a ameaçar com uma esperinha mal saísse na sua paragem. Estava explicada a situação. E como se ela não fosse ridícula o suficiente aqui vem a piece de resistence da história.
É ponto assente que TODA a gente tem uma opinião sobre tudo. Agora o espantoso é que até nesta situação as opiniões se dividiram. Algures uma passageira praguejava que é impressionante aquilo a que estamos sujeitos, mesmo quando temos razão embora outra defendesse que se devia chamar a polícia e que o autocarro não devia arrancar enquanto esta não chegasse. Ao meu lado duas senhoras debatiam alegremente o sucedido:

D. Montanha: Ela só estava a proteger o que é dela. Também se mandassem calar os meus filhos onde é que ela já estava. Já tinha voado pela janela!
D. Até os Professores Apanham: E alguém consegue controlar as crianças? As crianças foram feitas para isso mesmo! Para se expandirem, brincarem e falarem alto.
D. Montanha: E para já quem berra são as cabras da montanha. As crianças não berram.
D. Até os Professores Apanham: Se nem os professores as controlam! Elas até nos professores batem!
D. Montanha: Fosse com os meus filhos…

Eu sorri. Um sorriso amarelo de quem não se quer meter mas deve ser isso, deve. O mundo está perdido era o que ocupava o meu cérebro naquela altura, mas se não os podes vencer, junta-te a eles.
Abri novamente o meu livrinho e ignorei os comentários das senhoras ao meu lado sobre as riquezas que eram os netos delas; os comentários de que estava tudo filmado e que o que é preciso é denunciarem estes casos; a senhora que limpava as lágrimas e acalmava os nervos; e os risos da jovem mãe que com sotaque Ribeirense (não façam confusão com as piadas Ribeirinhas) dizia ao filho que iam lanchar na esquadra enquanto intercalava com um “se quiseres vou contigo à esquadra, minha ordinária! E ainda comes por cima!”.
Como era previsível, a carreira chegou ao fim (Aliados) e polícia nem vê-la. Eu compreendo, agora para além da Maria, têm o Destak, o Metro, e ainda por cima tinha saído a Dica. È muito para ler de uma só vez! Não sei se a senhora apanhou porrada da boa ou não mas que lhe fizeram uma esperinha fizeram.
Agora… quanto a vocês não sei… mas a minha parte favorita é a das cabras da montanha!

Telefonemas castiços 2


Cá está! Mais uma pequena contribuição para a saga dos telefonemas no mínimo curiosos. Esta conversa foi muito curta mas bastante produtiva como irão reparar. Antes de prosseguir a leitura deste post devo alertá-la, cara criatura que sem nada de mais interessante para fazer veio aqui parar, que o que se segue é impróprio para pessoas anti-palavrões. Tenho dito.
Portanto, ligaram para o meu telemóvel, de um número que não estava na memória, eu atendi e a história reza assim:

Eu: ‘Toue?
Sr. do outro lado: Fodasse, oh Rita, que caralho!
Eu em nova tentativa, já que acordara só há coisa de 2 horas: Estou?
Sr. do outro lado: Estou, Rita! Pois estou! Estou fodido contigo, é o que eu estou! Então onde é que ‘tá o filho da puta do livro que tu disseste que me vendias? Hã? Hã? Tenho mais que fazer à puta da minha vida! Ou pensas que quê?
Eu em estado catatónico: uh…
Sr. do outro lado: Ai a merda… E não me venhas com desculpas que eu juro que te vou às trombas, Rita!
Eu, finalmente acordando pa vida: Desculpe lá mas eu não sou a Rita, não há aqui nenhuma Rita, nem tenho bem a certeza de que conheço alguma Rita. Parece-me a mim que marcou o número errado.
Sr. do outro lado (depois de uns segundos de silêncio): Aton num é do *********?
Eu aliviada: Não.
Sr. do outro lado: Realmente não tem a voz da Rita…
Eu, ainda mais aliviada: Pois, calculei que não.
Sr. do outro lado: Mas tem uma voz sexy…
Eu desliguei.


Castiçolas… Têm cá uma piada!

Que sentimento estúpido...


… é a saudade. Sentir a falta de coisas ou de alguém que não estão nem vão estar. Vontade louca e desmedida de chegar ao inatingível, de guardar aquela estrela que insiste em olhar por nós.
Dizia a outra, naquele programa da televisão: ”Ui! Dói de bom!” e digo eu num tom muito menos achungalhado, que de bom não tem nada, dói de doer mesmo. É um aperto no coração, uma falta de ar, um quase quase a perguntar “quem apagou as luzes?”, uma sensação que calculo semelhante ao início de uma angina de peito.
E sentir a falta de alguém sentado mesmo ao nosso lado? Sentir falta de um toque que nunca existiu sequer? E a falta de um abraço que há muito sabemos que só aquela pessoa nos poderá dar? É a parte sem tratamento da patologia do amar. Já vos aconteceu sentirem falta de tanta coisa que não conseguem arranjar espaço para sentir o presente? E sentirem tantas saudades de alguém que mesmo no meio de uma multidão, na realidade estão completamente sós?
Esta noite sinto-me assim. Tenho saudades tuas. Não sei se é porque não ligas, se é porque quero desesperadamente ligar-te embora quisesse nunca mais querer ligar-te. Confuso? Também eu! Habitua-te… ou pelo menos espero que te queiras habituar. Porque sentir saudades é isto. É estúpido, é sentirmo-nos tolos, é fazermos e dizermos coisas parvas, ou escrevê-las, como no meu caso. Onde andas? Que é que estás a fazer? E pensar que não queria pensar… muito menos em ti. Mas é só porque esta noite… tenho saudades tuas.

Eu tenho saudades do tempo em que não sabia que o que sentia eram, na realidade, saudades.

Monday, July 03, 2006

Morram as Melgas, Morram, Pim!



Há noites que dá uma, há noites que dá duas, há noites que dá três, horas da madrugada e eu sem conseguir dormir por causa da porra das melgas!
As melgas cheiram mal da boca.
É facto conhecido que eu tenho pavor de abelhas, não gosto daquele insecto, pronto! Mas gosto de mel, logo, como as abelhas são responsáveis pelo mel, eu entendo a razão da sua existência. As aranhas, outro exemplo, já não me fazem tanta impressão, contudo também não é bicho eu goste de ter por casa. No entanto, para além de apanharem moscas e trazer dinheiro (segundo dizem), a rapidez com que fazem as teias, entre outras coisas, é fascinante.
Agora as melgas... Para que é que serve as melgas? Para nada, digo-vos já! Se lhes encontrarem uma utilidade por favor partilhem essa informação.
‘Tá um gajo a dormir sossegado da vida e chega aquela hora crítica entre as 2h e as 5h a.m., quando começa a ouvir um zum zum infernal rente ao sistema auditivo ou mata-se de coçar com um prurido que não se suporta...e acorda! Cá está! Melga no quarto – presente! É pior que um pesadelo sobre a Segunda Guerra Mundial.. Lá acendemos a luz e gastamos horas preciosas de descanso à procura do maldito bicharoco. Não há condições... até porque chega uma altura em que a coisa se torna pessoal e temos mesmo que lhe causar uma morte o mais dolorosa possível. E aqui vem uma situação curiosa... É frequente termos duas melgas no quarto. Porque é que a primeira que apanhamos é sempre aquela que não tem sangue, ou seja, não nos ferrou?
Se elas nos acordassem a horas decentes, tipo a partir das 6h da manhã em que eu já consigo funcionar, até me levantava e ia fazer alguma coisa de útil à Humanidade. Agora antes disso é escusado...
Se as melgas são portuguesas eu quero ser espanhola!
Morram as melgas, morram, pim!

Tuesday, May 30, 2006

Começámos no Da Vinci e acabámos no da Estrada


Acabei ontem de ler “O Código Da Vinci”. Finalmente! Qual obra-prima, qual carapuça... Já leram o “Anjos e Demónios”? Então leiam esse e fiquem por aí. Não me admira que a igreja esteja ofendida. Mas quer-se dizer... Amigos: é uma obra de ficção. Até acredito que o Sr. Leonardo acreditasse piamente na cena e que tenha pintado a não prostituta, mas sim sangue azul Maria Madalena em vez do João Baptista, ao lado de Jesus mas depois chamar-lhe “A Última Ceia” a modos que é bastante estúpido. Enfim...eram outros tempos.
Agora que toda a bíblia é uma metáfora isso já eu sabia. Aprendi-o na catequese quando perguntei:
- “Oh Claudino, mas como é que dos tempos do Paraíso chegaram até nós? Ora vamos lá ver: Deus criou o Adão, duma costela dele fez a Eva, O Adão e a Eva fizeram-no e tiveram o Abel e o Caím. E depois como é que procriaram até aos nossos antepassados? Eu ‘tou a ver uma data de hipóteses, mas nenhuma delas é muito católica...”
Claudino muito corado:
- “É tudo uma metáfora, Tatiana. Tudo uma metáfora.”
- “‘Tá bem.” – Não captei muito bem que meu cérebro é pequenino. Mas achei por bem não pôr mais em causa a fundação da igreja.

No entanto, devo confessar que sempre me pareceu bastante rebuscado que Deus criasse o homem primeiro. Se bem que entendi a coisa como fazer algo à sua imagem, um esboço, vá. Depois criou a mulher, mais aperfeiçoada e com uma pormenor que se havia esquecido ao criar Adão: o poder de gerar vida, isso sim é um milagre e não me venham cá com biologias, que isso só Deus poderia inventar. A criatura, entidade, se preferirem, mais criativa à face da existência.
Isto não é ser feminista. É realismo e análise de factos, ou de metáforas.
Noutro dia numa aula de condução, numa das nossas inúmeras “trocas de ideias”, o meu instrutor provocou-me:
- “... Ah e tal... a mania das igualdades, queria vê-la a fazer tudo o que os homens fazem!
Ao que eu respondi:
- “Olhe professor, eu só queria vê-lo a ter um filho e depois morria feliz”
- “Já está verde, ande lá, meta a primeira masé!”

Sr. Dan Brown, o Sr realmente escreve mais ou menos, nada de especial. Tem uma criatividade de se lhe tirar o chapéu. Faz twists no final dos livros como ninguém. E realmente é duma inteligência acima da média para se meter com a igreja, que já se sabe não tem muitos miolos é mais à base de tijolo. Daí que tenha feito grande alarido o que leva o mundo inteiro a querer ler o tão polémico “The Da Vinci Code”. Pois já se sabe que o que povo gosta é duma boa polémica. Bom exemplo disso, é o filme “A Paixão de Cristo”, que metade do povo foi ver devido ao barulho nos meios de comunicação. Com a diferença de que este é mesmo bom. Ora o seu livro não é mau, de todo, mas um best-seller?

Amigos se querem leitura de qualidade sigam o conselho do meu sábio instrutor:
“Quer ler códigos, leia o Código de Estrada! Você e mais os seus irmão gémeos que andam por aí. Há praí uma porrada de marmanjos que conduzem como você! E depois dizem que o país não vai para a frente...”

Se ele o diz... mestre, quem sou eu!

Coisas a fazer antes de morrer

o Andar a cavalo. Tocar num sem ter um ataque de pânico já seria uma vitória.
o Acabar de escrever o romance.
o Tirar um puto dum curso superior, mesmo que depois não sirva para nada.
o Ir a Praga, ou a Itália, ou à Nova Zelândia.
o Conhecer o Bruno Nogueira e o Ricardo Araújo Pereira.
o Ver uma orca ao vivo e a cores, ou a preto e branco.
o Ter um filho do Elijah Wood.


Sim... eu vou viver para sempre

Dogmas 1

Não sei quem disse nem tão pouco me interessa, mas o autor da frase “O dinheiro não traz felicidade” estava sem dúvida alguma coberto de razão.

O dinheiro não traz felicidade, pois não, traz MUITA felicidade!

Canalha

Ai os putos, os putos... Os putos são fascinantes.
Umas pestes abestalhadas... mas sem dúvida fascinantes...

Uma Experiência inesquecível!

Acordei ontem em Moledo e momentos depois... Meu Deus! A pressão, a força, o quente, o frio, os dois conjugados num só...
C’o a breca! Aquele chuveiro é mesmo bom!

Calinadas saudáveis... ou não

Esta calinada é da minha autoria, nasceu em Lisboa e foi bastante espontânea no final de uma dia cansativo. Mas que é boa é!

“Se há coisa que eu gosto mais do que animais é de cães.”

Cria uma nova prespectiva...

Ele há gente do arco da velha!

No outro dia passei por um adolescente que tinha uma colar absolutamente desconcertante. Um fio preto bem rente ao pescoço, tinha no meio não uma cruz, ou um símbolo pateta qualquer, nem sequer um coração partido mas sim uma lâmina de barbear. Daquelas do tempo do meu avô, daquelas que cortam e bem, que enferrujam e tal...

Será que ninguém lhe disse que ele pode morrer com aquilo? Se calhar é esse o objectivo...se for esse o caso aconselho vivamente dormires com isso, amigo. È no mínimo uma maneira original de chegar ao outro mundo, e uma aventura constante. Quando será que isto me vai cortar todo? Apanhará o músculo, só pele, talvez uma veia ou quem sabe uma artéria?

Uma lâmina de barbear ao pescoço... Ele há gente do arco da velha!

Coisas de Miúdas

Se há facto conhecido mundialmente é que detesto fazer compras, ver montras, ir ás compras e derivados disso. Nunca compro roupa, raramente, vá! Se a minha mãe não fosse quem é (obrigado mãezinha), não sei como saía à rua. Mas também sou do sexo feminino e os genes não perdoam. Também eu tinha uma peça de roupa favorita.
A minha camisa cor-de-rosa lindíssima, tinha quase um ano, quando um dia não diferente dos outros, foi novamente á maquina e tingiu de uma cor nada sexy, nada limpa, para ser mais exacta.
Agora a minha camisa está numa das minhas muitas caixas de lembranças, dobrada e ... tingida “que o pronto-a-vestir a tenha”! Nunca mais a usarei...
Obrigado camisa pelos bons momentos e simpáticos elogios que me proporcionaste.
Serás sempre especial.

Wednesday, April 19, 2006

Cenas da vida privada


Não há pessoa mais caricata neste mundo do que o meu pai. Tenho dito.
Como a toda a gente, também a ele acontecem acidentes. Coisas domésticas, irritantes e demasiado frequentes para qualquer mortal. Como sujar uma gravata ou uma camisa enquanto cozinhamos ou comemos, perder chaves, entornar uma bebida refrescante num documento que por acaso até era de extrema importância, estragar algo que era suposto consertar...este género de coisas.
Mas quando isto acontece ao meu pai... bem... a modos que é coisa do Demo! E acabou-se o sossego.
Filas de trânsito? A culpa é dele. Lojas fechadas que supostamente deveriam estar abertas? A culpa é dele. Não existor lugar para estacionar? A culpa é dele... E por aí fora. De modo que não só tudo lhe acontece, como também acontece o mais grave.

Ontem, estavamos nós a jantar e a camisa dele... sujou-se.

Eu no tom mais irónico possível: Oh pá! E logo essa que era a tua melhor camisa!
O meu pai no tom mais sério e completamente convencido daquilo que estava a dizer, que possam imaginar: Pois era! Tens razão.

Sinceramente...

Eu dizia-vos onde enfiar esse cigarro...



Porra, que hoje devo ter fumado, no mínimo, 10 cigarros!
Quando é que o governo vai aprovar a lei que proíbe fumar em todo e qualquer sítio fechado? Pensando melhor, era bonito uma lei que proibisse fumar em todo e qualquer sítio, ponto! É o meu O2 que esta gente está a queimar! Se eu tiver cancro pulmonar ou uma qualquer doença coronária no futuro não me espanto. Ainda diz a minha mãe que tenho de sair de casa para apanhar sol! Apanho é fumo nas ventas! E nem sequer sou fumadora! Se calhar a solução é mesmo começar a fumar, ao menos, quando me for diagnosticada a minha (hipotética) neoplasia, poderei dizer que a mereci... já é algum consolo. Não há nada mais triste do que morrer depois de levar uma vida saudável desprovida de vícios...
Até há uns tempos ainda incitava o hábito tabagístico, afinal era à custa das vossas doenças que pretendia arranjar emprego. Agora já não me sois úteis, por isso, estou-me nas tintas para todos vós!
Porra! É que juro que hoje devo ter fumado, pelo menos, 10 cigarros passivamente!


A todos os fumadores, meus amigos ou não: ARRANGEM OUTRO TIQUE! Sei lá... pastilhas elásticas... podeis acabar com uma úlcera mas tendes sempre o Omeprazol e eu já não tenho nada a ver com isso...



*E não, não vou mudar de lugar ou estabelecimento, prefiro queixar-me. Ah, e “Quem 'tiver mal que se mude” é uma merda duma expressão que eu deixei de usar na 4a classe, e já foi tarde...

Tuesday, April 18, 2006

=== Qualquer Coisa ===


Este post é para todos aqueles que não têm tempo para visitar "outros segredos", para todos aqueles que não sabem que vale a pena visitar "outros segredos" e ainda para todos aqueles que nem sequer sabem o que são os "outros segredos".
Principalmente este post é para mim, porque gostei mesmo do que li!

"Tão perto... e cada vez mais longe...

Porque será que sinto a doce neblina dos teus olhos a sufocar-me?
Determinação rochosa desta qualquer coisa que sinto por ti...
Que quanto mais afasto, mais consome
e sobrepõe-se
e afoga-me em fascínio...


E as palavras chovem na minha mente, tecendo a sua teia
Feita de seda e de qualquer coisa que não sou

Para quem vão estes desejos sem sentido, sem dono e sem razão?
E porquê a muralha de neve? Sabe tão bem...
Respiro e definho... Há qualquer coisa que eu não tenho...

Sozinha neste escuro líquido
Confusa com qualquer coisa que faça...

Não sei o que és... "


J.G.
Aquele abraço...

Monday, April 17, 2006

Mas quem é que escreve isto?



Sei bem que Abril já vai a meio mas nunca é tarde para reparar nestas coisas. Para todos os que não sabem, existe uma revista que no interior contém outra revista que é nada mais nada menos que um guia Funtastic Life da Tv Cabo. Ou seja, tem a programação de todos os canais da cabo (suponho eu que sejam todos, não estive a contá-los) durante o mês. O nome da revista “de fora” confesso que não sei. Já é uma coisa comprovada cientificamente – cá em casa perde-se quase tudo, ao que essa revista não foi excepção. A de dentro tem o nome óbvio e nada original de Funtastic Guia Tv Cabo. Isto foi só para vos contextualizar, dado que a minha questão é baste simples:
Mas quem é que escreve as notas de cabeçalho da dita cuja???
A modos que no cabeçalho de todas as duas páginas tem uma frase que faz publicidade (se bem que algumas não podem propriamente ser chamadas de publicidade) a uma série/programa de um dos canais, dizendo qual é a série/programa, o horário em que passa e indicando o respectivo canal. A parte gira da coisa é que a criatura que as escreve lá entendeu que tinha de pôr um pouco de si em cada comentário. Não há forma do vos explicar, é coisa que tendes de ler mesmo...
Cá estão algumas frases da edição de Abril:

Vénus e Apólo - Para quem não aguenta com o que está a dar a esta hora no canal Íntimo. (FoxLife – 23h50 Sab.1)

Top of the Pops – O avô dos programas de música ingleses. Já tem colesterol elevado. (BBC Prime)

James Brown Last Dance – O bisavô da soul music, que gosta de treinar boxe em mulheres. (VH1)

Sopranos – Tony é o maior e era o único capaz de pôr Portugal na ordem. (Hollywood)

Surf Sirens – Quando os homens aspiram a ser o bikini delas. (Extreme Sports Channel)

Liga dos Últimos – Não mostrem as reportagens destes bimbonautas à Comissão Europeia. (RTP N)

Mar Portuguez – Programa que faz mais serviço público do que todas as emissões da RTP. (SIC Notícias)

Vídeo PT – O momento da peregrinação a Meca, versão desportos radicais, made in Portugal. (Extreme Sports Channel)

The L Word – Mulheres a mostrar amor umas pelas outras. E são escaldantes. (FOXLife)

60 minutos – Quando chegar a monarquia, D. Duarte abdica para Mário Crespo. (SIC Notícias)

Prazer do Diabos – E se Bin Laden usasse este programa para treinar armas nucleares? (SIC Comédia)

Angel – Não podiam ir para a cama, se não transformavam- se num vampiro mau. (FOX)

Segundos Fatais – SE só demorou dez segundos e já acabou, ela reclama. Com razão. (National Gegraphic)

The O.C. – O Beverly Hills 90210 do Século 21, mas em que elas estão mais apetitosas. (FOX)

A Vila – O melhor filme do autor de Sexto Sentido que tem um nome impronunciável (Lusomundo Premium)

O Diário da Nossa Paixão – Elas preparam os Kleenex e eles fogem para um clube de strip. (Lusomundo Premium)

Mundo Desportivo – Recorde o Boavista-Benfica de há 20 anos. da ONU (SIC Mulher)

Ally McBeal – Ela é anorética, não tem graça nenhuma, mas há quem adore. (FOXLife)

A Vingadora – Ela é escaldante. Sobretudo quando está vestida de cabedal ou de baby sitter (AXN)

Digimon – Um copy paste dos Pokemon, mas sem o Pikachu (Canal Panda)

Trabalhos Perigosos – Por exemplo: dentista de orcas ou controlador da pureza de cocaína. (National Gegraphic)

Lingerie – Melhor do que isto, só se fosse sem lingerie e estivessem em minha casa. (Fashiontv)

O Santo – Roger Moore antes de ser 007. Depois comprou um quinta em Sintra (RTP Memória)

Bonanza – Momento dedicado a todos os que nasceram no século 3 antes de Cristo. (RTP Memória)

CSI Miami – A série que todos vêem e adoram. Com mortos e mulheres. Sem roupa. (AXN)

Powerpuff Girls – Se as Spice Girls voassem e tivessem poderes seriam assim. (Cartoon Network)

Dirty Sanchez – Quem tiver filhos como esta gente, corte-lhes os órgãos e venda-os à máfia. (MTV)”




Pensei em fazer comentários a cada uma das frases, tanto que gosto muito de algumas series e coisas que tal que esta criatura com certeza nunca viu. Tal como o Angel, que pode ir para cama à vontade, fazer sexo é que é pior. E isso era na Buffy, no Angel a história é diferente. Ele é pai! E ‘tá bom! Oh se está! (mas isso são outros assuntos).
Isto para dizer que comentários para quê? Estas frases comentam-se a si mesmas...

Agora tenho a certeza que o público não vai mesmo perder estas séries! Estes filmes vão ter mais audiências que eu sei lá! E o povo vai especar no sofá à espera da hora daquele programa. Isto sim, é publicidade da melhor, não haja dúvidas.

Fogo... ele há gajos com um talento!!!...

*Gostaria de informar que nenhuma das frases foi adulterada por mim. É mesmo assim.

Thursday, April 13, 2006

Fartinha de todo!

Gosto muito de muita coisa, já se sabe. Detesto em quantidades industriais muitas outras. De vez em quando e de quando em vez (cá está outra expressão bastante parva de que gosto muito) farto-me de certas coisas devido a determinadas situações.
Não vou explicar ao que alguns vão perceber, mas fiquem com quatro coisas de que não posso sequer ouvir falar nos próximo... sei lá... assim na loucura... 15 anos anos!!
  1. Velas/Cera
  2. Escuteiros
  3. Putos de bonezinhos coloridos de mãos dadas em passeios emocionantes
  4. Escadas/escadarias/escadinhas

Tenho dito.

Sunday, April 09, 2006

Já só faltava esta


Como já sei que estáveis a estranhar a falta de palavrões aqui pelo meio faço-vos a vontade... mas só um bocadinho que isto é um blog de família!
Como é obvio esta dica é dedicada a uma “dama” ex-especial.

“Abraços e beijinhos;
palavras meigas e carinhos;
fizeste tanto que deixaste-me apaixonado;
agora sinto-me revoltado;
porque detesto pessoas falsas;
como tu que roubas calças;
e corações;
mas o feitiço vira-se contra o feiticeiro mesmo dentro dos caldeirões;
...
pensavas que me conseguias calar;
agora estou de volta mais forte do que um tanque a disparar;
cheio de raiva contra ti que brincaste;
e gozaste;
Nem apareças à minha frente;
Não tens categoria de gente;
Nem de animal irracional
Desculpa mas estavas melhor a arder no inferno
Ou então no castigo interno
A pagar pelas tuas atitudes;
nem digas a ninguém que tens virtudes;
não mintas e pecado;
e o BOSS lá de cima preocupado;
com o resto do mundo;
não com uma merda como tu que está enterrada lá no fundo;”
MC Delta

Mais um bocadinho

Mais uma vez... Dou-vos MC Delta

*Dica dedicada a uma “dama” especial. (dele obviamente)

"Começamos a falar;
Prometi-te uma dica e cá estou a improvisar;
..
Numa certa noite puxei conversa contigo enquanto imaginava uma canção;
Falámos tanto que provocaste em mim uma fonte de inspiração;
Agora debito-a para o papel ;
Como a abelha procura desesperadamente o mel;
Tudo o que ficar aqui escrito;
Não tem nada de esquisito;
É a pura expressão verbal
Proveniente do ego espiritual;
Deixa-me conhecer-te por dentro;
E vem comigo até ao centro;
Vamos passear;
Vamos falar;
Pois até hoje nunca vi uma dama com o perfil como o teu;
Nunca pensei que fosse tão parecido com o meu;
Tasse bem até fiquei agradado;
Nunca pensei que uma dama tão gira como tu curtisse um sócio desenterrado;
Mas nem tudo é negativo;
Mika bem porque eu até sou um sócio muito positivo;
Sou sincero;
Espero;
Que assim também o sejas;
...
Dá valor ao valor e o valor se aumenta;
Sê original e faz cenas que ninguém tenta;
Continua como estás psicologicamente;
És altamente;
És correcta;
És esperta;
Por isso é que estou a conseguir improvisar;
Mas também não vamos stressar;
Vamos antes sair;
Curtir e divertir;
Deitar-nos na cama e relaxar;
Fechar os olhos e descansar;
Para quando acordar;
Pegar no caderno e começar a improvisar;
Depois de ter vivido um sonho há que o registar;
... Depois desta noite vou pensar;
Se vou ou não arriscar;
...
Ao ver a tua cara;
O meu mundo pára;
Fico parado a apreciar;
...aquilo que é bom é para comentar;
A maneira dos teus olhos a olharem;
O que e preciso fazer para eles me desejarem;
...
som dedicado a alguém especial;
alguém que tem um mental;
que eu já procurava há muito;
despeço-me ass: Puto ;”


*Esta dica é um diálogo entre um casal, em que ambos fazem destas coisas...vá!

“Pode-se tentar...mas nada irá mudar...
ok vamos lá improvisar;
há bué que a gente já não tinha nada para falar;
até podíamos ter...mas não nos conseguia-mos ver!!
tens andado um bocado desaparecido...mas de ti não me tinha esquecido...
querer é poder;
nada melhor que experimentar;
para poder falar;
o pior é querer e não ter...mas o que importa é continuar a sobreviver
numa vida em que toda a gente anda sempre em movimento...a melhor conversa rola no nosso pensamento!!
ou então;
quando encontramos algo que acalma o nosso coração;
a mim é o mar;
e a ti professorar de rimar;
não vale a pena tentar;
quando não nos estão a ligar;
pena minha, pena de todos;
será que estão todos a ficar loucos;
isso vai-se complicando aos poucos!!
quando o melhor que há nesta vida é a insanidade...não temos nada que se possa definir como necessidade
o importante é continuar a viver...e as pessoas importantes nunca esquecer!!

Fazes-me muito bem enquanto me aturas, Não gosto quando me tratas com censura,
Adoro a tua doçura, Nunca a irei experimentar,
Não custa nada tentar, Quando é que vais mudar,
Não tens de me suportar, Mas se sou para ti o que me dizes,
De mim tudo recebes, Não tenho expectativas de curtir,
Não te quero afligir, Mas algumas barras custam a engolir,
A ti te adoro terei de admitir, Não penses o contrário,
É o que estou a sentir,
Tu por mim sentes o oposto, Não fui criado a teu gosto, Não é nenhum desgosto,
O que dizes e o que fazes são coisas contraditórias, Não tenho culpa de algumas situações serem impróprias,
Hostil não és, nem nociva, talvez prejudicial, Quando parece que estou perante um processo judicial,
tasse bem...se não tenho gosto curto bué rimar ...fico com a mente mais aliviada, não ando atrofiado, mas gostava de pela minha deusa ser amado.”

Hip Hop no MSN


Há algo de muito curioso no fenómeno do Messenger. Não só porque é um grande entretenimento para quando não temos nada que fazer, como também nos proporciona encontros virtuais inesperadíssimos...
Eu não percebo muito de hip hop... que é que eu estou práqui a dizer? Eu não percebo rigorosamente nada de hip hop! Para dizer a verdade qualquer pessoa que consegue rimar em condições para mim é um espanto, dado que a minha melhor rima rezava assim: “Gosto de Iced Tea / Gosto de ti!”. Como podem confirmar é bastante má.
De qualquer forma isto para vos dizer que um desses encontros inesperados, com criaturas que nunca vimos na vida e provavelmente nunca iremos conhecer, se proporcionou há pouco mais de um ano no belo do MSN. Essa personagem, oriunda de Leiria e que gosta de andar de mota no pinhal (seja lá o que for que isso quer dizer) tem um certo jeito nato para o hip hop. Não somos amigos e nunca nos vimos mas confesso que já passei bons momentos na sua “companhia”, daí que nada melhor para agradecer essas conversas do que fazer uns “posts” de dicas da sua autoria.
Convosco... MC Delta:

“THE BATLE...
O prazer puro
...
Vamos lá improvisar;
Será que tens andamento para te aguentar;
Agarra no mike e podes começar a cuspir;
Estou atrás da mesa de mistura a subir;
O nosso som;
Que é considerado por muitos como um dom;
..
Vou tentar improvisar;
sou novo nisto mas há que aguentar;
Sou lento mas também ‘tou a aprender;
Já mixas ao tempo e eu ‘tou só a aquecer;
Espero não ficar mal, sou novato nisto;
Mas pode ser que contigo possa mudar isto;
...
Entra no underground ;
E espalha o nosso sound;
Queres conhecer o movimento;
Dá-te a esse talento;
Provoca uma situação;
Fabrica o teu som por dedicação;
Não por guito ou fama;
Pois isso para mim morre na campa;
...
se queres ser conhecido pelo teu talento;
faz por isso e dá-lhe com movimento;
não leves a mal;
isto não é nada pessoal;
o people não curte gente que se arma;
que só quer ter o nome por fama;
por isso dá-lhe com fé;
e mostra aí ao people como é que é
...
é mesmo assim, é mesmo assim;
rimar até ao fim;
o people improvisou;
e o parlamente calou;
sem pestanejar, para poder "remar";
Neste barco do hip hop que é sempre a bombar;
...
obrigado pela colaboração;
curti rimar por uma boa sensação;...”