Showing posts with label Montepio geral. Show all posts
Showing posts with label Montepio geral. Show all posts

Wednesday, February 20, 2008

Os Melhores Sketches dos Monty Python no Coliseu do Porto

Têm noção do que acontece quando cinco Grandes actores se juntam para dar vida a sketches dos Monty Python adaptados por Nuno Markl?

Eu tenho.
Mas não vos posso contar, já que é coisa de ver, de rir e desfrutar.
Posso é dizer-vos que é brilhante.
Não que isto seja alguma novidade.
Juntar no mesmo palco José Pedro Gomes, António Feio, Miguel Guilherme e Bruno Nogueira é meio caminho andado para a coisa correr bem.
Se a isto adicionarmos a loucura dos Monty Python e a tradução-adaptação do Nuno Markl... façam as contas.
São duas horas a rir, parando de vez quando para tomar consciência que estamos a poucos metros de muito, mas muito talento.
Quando for grande quero ser assim.

A versatilidade do Miguel Guilherme surpreende-me sempre e não consigo exprimir exactamente o que foi para mim vê-lo à distância de um braço.
O senhor do Fura Vidas, da equipa do Herman e de mais mil e quinhentas coisas que demonstram aquele jeito nato para a profissão que escolheu.
E por falar em jeito...
O Papa do José Pedro Gomes e o apresentador de concursos do Bruno Nogueira são do melhor.
Jorge Mourato nunca foi nome que me levasse ao Coliseu mas acreditem que ele não fica atrás de nenhum dos outros e ontem esteve muito bem.



Dá vontade de passar a olhar sempre para o lado fixe da vida.

Friday, October 12, 2007

Rui Veloso - Um Ganda Maluko no Coliseu

Acho que a partir de agora vou todas as semanas ao Coliseu do Porto.
Essa sala de espetáculos tem-me oferecido grandes noites.
E quando digo oferecido é mesmo oferecido que quero dizer.

Ontem fui comemorar o centésimo sexagésimo sétimo aniversário do Montepio Geral.
(Escrevi 167º por extenso só porque é giro.)
Fui naquela ideia de apoiar o meu banco, as finanças e a economia portuguesa... ouvir um discurso do administrador e...
Claro que não.
Mandei a notícia que tinha para escrever às urtigas e fui ver o Rui Veloso.
Também ele quis apoiar essa grande instituição que mudou de cara e agora é cor-de-laranja.
Ainda não sei muito bem como isso me faz sentir.
Essa mudança radical para atrair o público jovem, esse esforço que transmite um MG a mudar, como só o cor-de-laranja e um novo logotipo conseguem.
(Ouvi dizer que o verde alface também funciona.)
Mas isso quer dizer que agora os relógios, as canecas, os pólos e as T-shirts do MG vão ser em laranja e não em azul?
Estou preocupada...

Voltando ao Rui Veloso...
Entrou com todo o tempo do mundo e falou-nos de uma camponesa.
Depois passou-se na guitarra eléctrica (e que bem que ele se passou) enquanto oferecia gargantilhas roubadas.
Nas músicas que se seguiram fez-se acompanhar da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Com a ajuda de uns arranjos de Bernardo Sassetti encantaram-nos com Veia do Poeta e Não Queiras Saber de Mim.

Mas foi com Porto Sentido que o Coliseu revelou que até estava bem compostinho.
Da forma como povo cantou parecia que não havia uma única cadeira vazia.

Juras de amor e promessas devidas antecederam um Chico Fininho, versão acústica, da mais deliciosa loucura.
Viajou-se de Nova Iorque até Porto Côvo até se fazer uma noite pouco iluminada.
E com ela chega o meu momento favorito.
Não Há Estrelas no Céu será sempre uma das minhas canções favoritas e devia ser trabalhada nas escolas ao lado d’Os Maias e de Fernado Pessoa.

O Concerto termina, mais uma vez com o Coliseu ao rubro, a querer ir ao rivoli com aquela miúda do anel de rubi.

Mas a Paixão não finalizou a noite e Veloso voltou ao palco com um Lado Lunar e um Porto muito, muito Sentido.