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Friday, July 29, 2011

Where?


 - I would've loved you forever. Now, please go.
 - Don't do this, Alice. Talk to me.
 - I am talking. Fuck off.
 - I am sorry. You misunderstand. I didin't mean to...
 - Yes, you did.
 - I love you.
 - Where?
 - What?
 - Show me, where is this love? I can't see it. I can't touch it. I can't feel it. I can hear it. I can hear some words, but I can't do anything with your easy words. Whatever you say, it's too late.
 - Please, don't do this.
 - It's done. Now, please go, or I'll call security.

Friday, December 31, 2010

Então em 2011...

Let's all try Defying Gravity.

O Maldito Código Silencioso das Relações

Alerto, desde já, que este é uma daqueles posts de diário que surgem da necessidade de extravasar o que não pode ser dito e não devia, de modo algum, ser escrito para publicação na blogosfera. Mas escrevemos à mesma porque não o podemos dizer e acumular informação inútil provoca gases e conter pensamentos maléficos causa úlceras.
E não podemos transmitir estes pensamentos porque assim o diz o Maldito Código Silencioso das Relações. Existe a honra entre ladrões, a deontologia entre os profissionais, a solidariedade masculina, a muito pouco praticada (quase mítica) solidariedade feminina, os bons modos e, provavelmente, muitos outros códigos que desconheço ou que, de momento, não me apetece recordar. Entre eles encontra-se o Maldito Código Silencioso das Relações. Denominei-o assim porque ele é conhecido mas ninguém admite a sua existência. Não se fala claramente nele e tanto nos protege como nos atrapalha e nos arruína o juizinho. Trata-se de todas as regras passadas de pais para filhos, de irmãos mais velhos para irmãos mais novos, de amigos para amigos, de amigas para amigas sobre o que fazer e, especialmente, o que não fazer quando encontramos o homem/mulher dos nossos sonhos e ele/ela é uma caixa de Pandora que queremos abrir mas não podemos. Não podemos porque assim manda o código.

Então, não lhe podemos perguntar o que foi aquilo naquela noite porque ele pode ter um colapso.
Não lhe podemos dizer que gostamos dele porque vamos assustá-lo e quando dermos por ela já fugiu para França.
Não podemos ficar feitas parvas a olhar para ele, só porque que sim (embora nos apeteça) porque dá nas vistas.
Não podemos mandar sms, porque a bola está agora no campo dele.
Não podemos não mandar porque somos esquecidas.
Não podemos ficar caladinhas para não dizer asneiras porque passamos por antipáticas e ocas.
Não podemos falar porque são muitos filtros a trabalhar ao mesmo tempo no cérebro e um deles vai, de certeza, falhar.
Não podemos ter uma conversa normal e civilizada para tirar dúvidas porque ou não vamos gostar das respostas, ou não vamos ter respostas ou vamos dar-lhe um enfarte do miocárdio.

Pois é, não está fácil… E as minhas perguntas são tão simples… Ainda não as fiz porque o código não deixa. Por isso e porque tenho cá um feeling que não vou gostar das respostas…
Olhem, love sucks!

Love Actually (2003)

O Não Balanço de 2010

Recuso-me a fazer um extenso balanço pessoal a 2010.
Foi um ano tenebroso que deixou muitas saudades de 2009, em que tudo foi mais fácil, mais fácil talvez não, mas diferente, mais motivador e menos complicado.

Em noites como a de hoje escolho guardar de 2010 os amigos. Eles são, no fundo, a família que escolhemos e o melhor que a vida tem para nos dar.

Os amigos que nos levam a Barcelona, os amigos que cozinham para nós, os amigos que nos dão guarida, os amigos que nos dão boleias, os amigos que jogam connosco às cartas, os amigos que passam horas ao telemóvel a ouvir-nos dizer alarvices do mais elevado grau de insanidade até a Yorn dizer: ”já chega” e depois mais um bocadinho, os amigos que nos dão roupa que já não lhes serve, os amigos que nos consertam o nosso Toni, os amigos que nos oferecem emprego, os amigos que vêm de longe só para nos ver, os amigos que ligam de longe só para nos ouvir… Os essenciais, os que nos acompanharam em 2010, fizesse chuva ou sol… e acreditem choveu como o raio que o parta…

Os amigos que nos conhecem e nos amam exactamente como somos.

Saturday, December 18, 2010

Embrulhos e embrulhadas

Reforço de Natal numa livraria. Dia 1

Lá estava eu a fazer embrulhos como se não houvesse amanhã, quando senti o olhar atento de um rapazinho, filho de uma cliente.

- Não sei fazer embrulhos - confessa-me ele curioso.
- É fácil! Não tem nada que saber - assegurei-lhe enquanto lhe piscava o olho e me debatia com o papel dos bonecos de neve.
- Quando chegar à universidade vão ensinar-me a fazer embrulhos? - perguntou-me esperançado.
Não consegui conter uma expressão divertida enquanto lhe garantia que quando chegasse à universidade já saberia fazer embrulhos melhor que eu - É só observares os teus pais e as pessoas nas lojas a fazer. Logo, logo, apanhas-lhe o jeito.

Ele pensou um bocadinho e respondeu muito decido:
- Quando for grande não quero ter este emprego.

Eu abri um enorme sorriso e desejei-lhe, mentalmente, com toda a sinceridade, um mundo melhor que o meu. Pedi ao Pai Natal que quando aquele rapazinho, que ainda não sabe o que quer mas já sabe o que não quer (o que é mais que muito adulto por aí fora), "acabasse a universidade" pudesse mesmo ter o emprego que quisesse.

Pois pensei cá para mim:
Se fosse hoje, tiravas um curso superior e depois ias fazer embrulhos de Natal.
E sabes que mais? Saberias que estavas cheio de sorte!

Sunday, November 28, 2010

A box of chocolates


My momma always said, "life was like a box of chocolates. You never know what you're gonna get."

Tuesday, September 14, 2010

Monday, September 13, 2010

4 semanas da tua ausência...

Já não existes.
O mundo continua inalterado só que tu já não estás nele.
Não consigo conceber um mundo do qual não fazes parte.
Dois anos. Foi tudo o que te oferecemos.
Uma vida inteira. Foi o que tu me deste.
Fecho os olhos e a primeira imagem que vejo é a dos teus últimos segundos de vida.
Não a consigo esquecer.
A tua aflição, o teu pânico e a tua agonia no momento em que tiveste a certeza de que te traí.
E foi assim que foste.
Não foi para teu bem. Foi para nosso.
“Era necessário”, asseguram-me.
Só que não foram eles a levar-te, a segurar-te e a matar-te.

O olhar mais meigo e sedutor que alguma vez vi, a alegria infalível - como um sol – sempre que me via, mesmo que eu só me tivesse ausentado por dois segundos.
Sempre feliz, constantemente bem-disposta e pronta para a brincadeira. Que ninguém tenha dúvidas: foi isto que desapareceu do mundo.
O meu lar está vazio.

Chego a casa, rodo a chave e ouço apenas silêncio.
Não há ninguém do outro lado a urgir-me para entrar mais depressa.
Abro a porta e já não há cauda a dar-a-dar, não há sorriso canino, nem correrias desenfreadas, nem xixi, nem alegria.
O que há é apenas vazio.
O que há é apenas ausência.
É uma ausência que pesa e inunda porque aquela já não era a minha casa, era nossa e hoje já não me parece de ninguém.

Estás em todo o lado.
Como podes não estar em parte alguma?

Mantive-te o máximo de tempo que pude e amei-te o melhor que soube.
Hoje quero-te de volta.
Desconfio que vou querer-te de volta até ao fim dos meus dias.
Não era suposto ires assim.

Estavas imersa em quase todas as acções do meu dia-a-dia.
Estavas a meus pés, no meu tapete, ao meu acordar, vigiavas a minha labuta, acompanhavas-me às refeições e eras a minha sombra nas minhas tarefas de barata tonta.
Nunca te queixavas, nunca te cansavas.
Foste o meu aquecedor, a minha parceira de lutas e a minha companhia.
Sempre a minha companhia.

Eras sem sombra de dúvida, ou resquício de parcialidade a cadela mais linda do mundo.
Tinhas o meu million dollar focinho.
Tenho saudades tuas, a toda a hora, em toda a parte.
Sinto falta de tudo em ti, a toda a hora, em toda a parte.

Monday, April 20, 2009

Hoje

Às vezes a vida é incontornável.
Não podemos fazer um coffee break da vida?
Às vezes ela anda com uma velocidade estúpida e acabamos por nos estampar contra muros.
E o que mais há praí são muros, muros, muros, muros atrás de muros.
Às vezes até sabemos o que nos espera e tentamos travar.
Juro que tentamos.
Mas não conseguimos, nem sempre os travões nos pertencem.
Hoje estampei-me contra um muro.
E o filho da mãe era de betão, ou de aço, ou de diamante, ou da porra do material mais duro que existir.
Já me estampei contra tantos muros... mas nenhum era assim.
Não é mais grave, não é mais sério que os outros, é apenas diferente e difícil porque nunca o havia encontrado antes.
E agora dói-me o corpo todo, todo, todo, todo, todo....
Não sei muito bem quando vai parar de doer.
Hoje tenho a sensação de que nunca vai parar.
Não duvido.
Não me apetece caminhar mais e não sei quando vou estar inteira para poder continuar...
Já não sou inteira.
Sou pedacinhos que espalhei pelo caminho sem sair do sítio...
Hoje dói e juro que nunca mais vai parar.

Wednesday, October 15, 2008

Quanto vale em euros...

... a tua tristeza?

Tuesday, October 07, 2008

5 Dias e 94 filmes depois

Foi por isto que durante 5 dias e 4 noites se respirou talento e criatividade como se não houvesse o ano seguinte.


A primeira edição do U.Frame, Festival Internacional de Vídeo Universitário, chegou ao fim no domingo depois de 94 curtas para todos os gostos e feitios.

Workshops, conferências e masterclasses foram um bónus num festival que me deixou a caminhar nas nuvens.

Em 3 dias Andrew Shea, Mário Augusto, Maria João Cruz e Nuno Markl fizeram parte do meu mundo real.

Só vos posso dizer que conhecer e falar com gente assim, recheada de doses monstruosas de talento e humildade, dá-nos vontade de reinventar o mundo com as próprias mãos.

Monday, August 11, 2008

De Regresso

Há dias em que acho que são os outros mas por vezes acredito mesmo que sou eu que não sou normal.
O problema desta merda é que há de haver sempre um puto de um defeito - do qual não temos culpa nenhuma, já que o carregamos sem o querer e não há muito que possamos fazer para o mudar mesmo depois de várias e esforçadas tentativas - que nos vai atormentar até ao nosso último suspiro.
E vai massacrar-nos não porque nos faça aflição mas porque os outros vão relembrar-nos constantemente de que o temos.
A nós não incomoda, mas pelos vistos provoca um enorme prurido intelectual aos outros que não o têm e não percebem porque não havemos de ser todos iguais.
Mas eles é que devem ter razão: devíamos ser todos iguaizinhos, fazer as mesmas coisas, da mesma maneira e ter exactamente os mesmos gostos.
Assim o certo e o errado faziam muito mais sentido, não havia guerras nem esquisitices nenhumas.
A vida não ia ter objectivo nenhum mas eu ainda não percebi porque é que andamos por cá, por isso não me ia fazer grande diferença.
Porque temos de aprender uma coisa, não basta fazer o que é preciso, é preciso fazê-las ao ritmo dos outros.
E se tiramos 19 devíamos ter tirado 20 e se tirámos 20 para além de não termos feito mais do que a nossa obrigação devíamos ter sido a excepção do 21.

O outro problema desta merda é que ninguém é perfeito e mesmo quando já sabemos isso as pessoas conseguem sempre desiludir-nos.
Sempre.
Eu cá achava que era uma grande proeza, algo fascinante, para ver o lado positivo da situação.
Agora, após um acumulado de desilusões já me é demasiado banal para achar qualquer piada ou lado positivo à brincadeira.
Então andamos aqui a tentar desesperadamente não desiludir ninguém ou aguardamos com ansiedade a próxima desilusão?

Outro problema desta merda é que a nossa existência nunca tem interesse nenhum e por isso é que passamos o nosso tempo a falar dos outros.
E quando a nossa vida se torna estimulante é porque se cruzou com a dos outros e ao contá-la, embora nos tentemos convencer de que estamos a falar de nós, estamos na realidade a falar dos outros.

What’s the point?
What’s the fucking point?

Sunday, July 20, 2008

Os Amigos..

... são do melhor que a vida tem :)




Canção d'Os Amigos do Gaspar

Saturday, July 19, 2008

Fox

"Somos pelos cães, muitas pessoas são pelas baleias, outras pelas árvores.
Nós somos pelos cães;
Os grandes e os pequenos, os cães de guarda e os engraçadinhos, os cães de raça e os rafeiros.
Somos pelos passeios, pelas corridas e pelas brincadeiras; pelo escavar, coçar, cheirar e buscar.
Somos pelas casas para cães, portas para cães e dias de cão...
”





Spot publicitário da Pedigree

Friday, July 18, 2008

Blog Ressuscitado

Apelidado de grito do ipiranga e dia da liberdade, 18 chegou finalmente.
Trouxe consigo um sentimento de dever cumprido e um segundo ano completo depois de muito trabalho e muito esforço.
Ai as férias, as férias.
Uma palavra tão pequinina com um significado tão soberbo...
O cérebro está em papa mas o coração e a alma... esses voam bem alto, afinal o tão aguardado dia 18 chegou!

Friday, May 23, 2008

Saturday, April 19, 2008

RIP

Preciso de uns phones....

Wednesday, January 30, 2008

E assim se morre em Portugal

Não sei se choro se rio....

Isto é a vida real:





Isto é ficção:



Perceberam a diferença entre ficção e realidade?
Pois, infelizmente, eu também não.

Friday, November 30, 2007

O Cristiano não está a ver bem as coisas...


"Se eu não me mexesse...

Se eu não corresse...

Se eu não me aplicasse a fundo...

Se eu não saísse do colchão...



Eu não rendia!"



Pois não.

Oh pá, mas era tão bom!